Assembleia Geral e Reunião da Retomada (CRUSP)

Compareça!

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Nada encosta em nada!

Nada encosta em nada!

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Assembleia Geral dos Estudantes da USP – 27/05/2013

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De onde eu vim…

[trecho da introdução de minha dissertação]

Em uma perspectiva marxista de entendimento do Ser Humano como ser social e histórico, todo o trabalho, toda ação de alguém, só fará sentido se inserido, ou ainda melhor, se pensado de maneira amalgama a trajetória da pessoal, de suas buscas, conquistas e derrotas, entendendo é claro, que todas estas conquistas e derrotas são sociais e não individuais, lembrando que o Ser Humano é um ser biológico sim, mas é também um ser social e que o homem e a mulher de um período tem buscas que só fazem sentido naquele período histórico e,

A totalidade que forma o ser humano, portanto, é social e natural. Para compreender o ser humano de uma determinada época, é preciso conhecer as relações sociais dessa época: o ser humano “interioriza”, reproduz e/ou transforma essas relações sociais. (…) “não é a consciência dos homens que determina o seu ser, mas, ao contrário, é o seu ser social que determina a sua consciência” (MARX, 1982: 25).

O mundo em que minhas buscas mais ou menos conscientes se inserem é o mundo de fase imperialista do capitalismo, onde as relações de mercado se sobrepõem às relações interpessoais, onde as forças produtivas se encontram bloqueadas pelos mecanismos de controle do capital, onde a globalização destrói as fronteiras nacionais onde lhe é conveniente e constrói outras para sustentar o capital.

Tudo isso para não dizer apenas que nasci na periferia da zona sul de São Paulo e sim, em um contexto muito maior, de uma exclusão social que não é apenas contingência do destino, nem obra de forças onipresentes/oniscientes, nem incompetência dos seres humanos excluídos, mas produto de um processo histórico-social e estrutural.

Referência

MARX, K. Para a Crítica da Economia Política. São Paulo: Abril Cultural, 1982.

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Metade dos alunos de licenciaturas da USP não quer seguir carreira docente

http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/2013-05-07/metade-dos-alunos-de-licenciaturas-da-usp-nao-quer-seguir-carreira-docente.html

Estudantes de Matemática e Física gostam das matérias, mas não tem interesse em dar aula

Uma pesquisa feita na Universidade de São Paulo (USP) mostra que metade dos alunos de licenciatura nas áreas de Matemática e Física não pretende ou tem dúvidas quanto a seguir a carreira de professor de educação básica. Dos que cursam Licenciatura em Física, 52% não pretendem ser professores ou tem dúvidas. Em Matemática, o percentual é 48%. A pesquisa ouviu um total de 512 estudantes recém-ingressantes da USP, incluindo também alunos de Pedagogia e Medicina .

A pesquisa Atratividade do Magistério para a Educação Básica: Estudo com Ingressantes de Cursos Superiores da USP, da pedagoga e mestre em educação pela Faculdade de Educação da USP Luciana França Leme selecionou as duas disciplinas de licenciatura em função da escassez de professores nas áreas de exatas. A estimativa do Ministério da Educação (MEC) é que o déficit de professores nas áreas de Matemática, Física e Química seja de cerca de 170 mil.

Leia também : Baixo valor da hora-aula explica falta de professores, diz sindicato

A baixa remuneração do magistério, as más condições de infraestrutura das escolas e o desprestígio social da profissão estão entre os motivos apontados pelos estudantes para a falta de interesse em seguir a carreira. Segundo a pedagoga, a dificuldade de implementar em sala de aula o ensino da matemática e da física e a concorrência com profissões como as do mercado financeiro também afastam das salas de aula quem se forma nessas áreas.

“Pesquisados disseram que escolheram o curso porque gostam de matemática e física. Mas gostar é uma coisa, outra é o ensino dessas matérias que engloba habilidade como o pensar a matemática, as ciências, e saber ensinar a matemática e verificar como o aluno está aprendendo”, destacou. “Outro fator é o mercado de trabalho. Um aluno formado na USP, nessas disciplinas, pode trabalhar com pesquisa, pós-graduação, no mercado financeiro. A profissão de docente acaba concorrendo com outras opções”, disse Luciana França Leme. A questão de gênero também é apontada pela pesquisadora. “Física e matemática tem muitos alunos homens e as mulheres seguem mais a carreira de professor.”

Na avaliação da pesquisadora, reverter esse quadro de desinteresse pelo magistério requer um plano de atratividade com metas claras e de longo prazo. “É importante uma articulação de vários fatores, igualar os salários com os de profissionais com a mesma formação, reconhecimento e fortalecimento profissional, e despertar o interesse pela profissão ao longo da vida estudantil”, disse.

A carência de professores nas áreas de exatas como matemática, física, química e biologia é uma preocupação do Ministério da Educação (MEC) que elabora um programa para, desde o ensino médio, atrair os estudantes a seguirem o magistério nessas áreas. O programa terá oferta de bolsas de auxílio e parceria com universidades, como adiantou o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, ao participar de audiência pública na Câmara dos Deputados, em Abril.

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Greve dos Professores

A Greve dos professores continua. Vamos apoiar!

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Dia do Trabalho: Comemorar o que?

Temos algo para comemorar neste dia 1º de Maio? Será que nós sabemos bem o que estamos produzindo?

O trabalho nos nossos dias é em grande parte um trabalho alienante. Entendemos a alienação aqui como aquilo que está no outro, fora de nós, alienado.

Sendo assim, o papel do trabalho em nossos dias está muito mais em nos deixar fora do entendimento do sistema produtivo. Fazemos uma parte e não entendemos o Todo. Como numa espécie de linha de montagem que se faz parte de uma máquina, sem saber que máquina estamos construindo.

Alienação do trabalho

A linha de montagem aqui é apenas uma analogia, pq isso vale mesmo para qualquer trabalho. O que estamos de fato produzindo para a sociedade?

Sou educador e me pergunto sempre. O que estou “produzindo” para a sociedade?

Penso que um educador que não seja crítico com o modelo de sociedade em que vivemos não está contribuindo em NADA com uma transformação do mundo. De fato devemos pensar que muitas pessoas não estão nem um pouco interessadas em transformar a sociedade. Minha premissa aqui é, que o mundo precisa ser mudado, o sistema capitalista precisa acabar e é desta transformação que estou falando.

Podemos fazer este mesmo raciocínio para qualquer outra função na sociedade. A pergunta que cada um deve fazer é: O que estamos produzindo de fato em nosso trabalho?

Ainda sobre o dia do trabalho uma coisa interessante acontece. Ao redor do mundo diversas manifestações acontecem no dia do trabalho. Atos e protestos em defesa do trabalho. Contra a crise mundial.  Em defesa do salário, etc. Enquanto isso, aqui no Brasil, a CUT e a Força Sindical organizam eventos de distribuição de prêmios e sorteios diversos. Além disso trazem artistas e shows para calar de maneira inescrupulosa os trabalhadores brasileiros, cujo trabalho por si só já é, muitas vezes, alientante.

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