Pequeno comentário a respeito de como marcar um encontro

(escrevi este trecho para um material didático e achei que seria divertido colocar aqui (com adaptações))

Quando marcamos um encontro com alguém precisamos dar (ou receber) as coordenadas do encontro. É preciso antes ter com quem se encontrar, mas deixemos os pormenores das complicadas relações humanas para outro momento e nos foquemos no combinar e concretizar o encontro.
Precisamos sempre de dois tipos de coordenadas, espaciais e temporais.

Se marcamos apenas o local e não localizamos a pessoa no tempo corre-se o risco de deixarmos ela esperando por anos e anos a fio… isso pode não ser legal, afinal podemos chegar e encontrar a tão esperada pessoa num ótimo papo com outra pessoa…

Por outro lado se marcamos o tempo e não marcamos o espaço (o lugar) a chance do desencontro será bem grande também dado o tamanho do planeta (isso sem considerar as pessoas que marcam encontros em outros planetas… ahh que romântico seria um encontro sob a chuva rala de ácido sulfúrico de Vênus).

A coordenada temporal é apenas uma. A espacial se divide em três, que são as três dimensões espaciais conhecidas. Duas de superfície e uma de altura, mas nossa vida não é tão complicada assim, afinal quase sempre marcamos encontros na superfície da Terra. Embora já vi encontros acontecerem nas nuvens, e isso não foi uma metáfora…

Na prática facilitamos ainda mais as coisas e normalmente marcamos na frente do mercado x, na frente da faculdade ou dentro do restaurante y, mas esse mercado, essa faculdade e esse restaurante possuem coordenadas de localização e precisam delas para serem encontrados.

Enfim, considerando que os relógios estejam sincronizados, que a localização espacial tenha três coordenas e que nenhum dos dois desmarque o encontro, vai correr tudo bem, basta seguir esta simples receita.

P.S. Lembrando que se essas coordenas não são combinadas pelos dois, ou seja, se apenas um sabe as coordenadas, isso recebe o nome de “perseguição” ou “surpresa agradável”, dependendo do interesse.

P.S.2 Se nenhum dos dois sabe as coordenadas e mesmo assim acontece o encontro, recebe o nome de surpresa fortuita e pode ser boa ou ruim. No segundo caso mude suas coordenadas para a outra calçada.

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A função social da polícia

Todos viram o que aconteceu recentemente em Osasco e Barueri…

Não, acho que nem todos viram, porque fazemos uma leitura seletiva do mundo. Aposto que muitos (burguesia, classe média e até proletários alienados) sequer ouviram falar que a polícia militar de SP matou 19 pessoas numa só noite.

Não, mesmo quem viu a noticia não foi desta forma… leu ou assistiu assim: “segue o genocídio da população preta e pobre das periferias…”

Não! Não foi assim também. Será que foi assim: “19 pobres foram executados em nome da vingança, pela morte de um PM”.

Não. Óbvio que não foi assim… Na verdade foi algo assim… “Suspeitos mascarados matam pessoas na Zona Oeste”.

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Isso não é nada novo. Sabemos bem que a função da polícia é a proteção do estado. E o estado por sua vez, no sistema capitalista, é a manutenção da separação de classes. É a defesa da burguesia.

O vídeo que está circulando pela internet mostra bem o que quero dizer. Numa apresentação de rua um artista faz uma crítica a polícia e o governador do Paraná, Beto Richa. Neste momento é preso por “desacato”.

No fundo então a polícia tem a função de defender o patrimônio privado, não a população. Além disso ela cria novos mecanismo de auto defesa. Para isso elimina oponentes, se vinga quando um membro de sua facção é eliminado etc. A chacina de Osasco/Barueri é um exemplo disso.

Secretário confirma 19 mortes em ataques em Osasco e Barueri 

Serie de ataques deixa mortos e feridos em Osasco

A polícia militar é uma facção de dupla identidade. Por um lado defesa do governo, braço armado do governo. Por outro defesa da própria instituição, auto-defesa e eliminação de opositores e possíveis opositores.

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Acabam reforçando a lógica capitalista quando acreditam que a origem da criminalidade está na “maldade humana”, não percebem que, não por acaso, essa “maldade” só acontece nas periferias. Não são capazes, justamente por que fazem parte do sistema, de perceber que é a exclusão social que produz as maiores vítimas do sistema. Aqueles que chegam ao limite da exclusão e partem para a criminalidade.

Não uso casos particulares e pontuais para argumentar em favor de um tese, mas com tantos “casos pontuais” acredito que podemos sair da lógica do pontual e perceber que se trata de eliminação sistêmica do povo das periferias. Nesta lógica dos “casos pontuais” encontraremos o Amarildo que foi eliminado pela polícia militar do Rio de Janeiro, a Claudia que foi eliminada e arrastada pelas ruas do Rio de Janeiro, o Peterson, amigo próximo, que foi eliminado pela PM no Jd. São Luis de SP em 2012, o Ricardo em Pinheiros SP, a chacina da candelária no RJ, as mortes do Carandiru etc. A lista é tão vasta que seria difícil ser completa aqui.

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Hoje é um dia de manifestações por todo o Brasil, mas estas manifestações não modificam em nada a estrutura social. Em última instância elas impulsionam a troca de um governante por outro, mas de maneira prática não afetam em nada o capitalismo. A burguesia não vê nenhum risco neste movimento. Ela até se divide entre alguns que apoiam e outros que se colocam contra, afinal o atual governo já garante um lucro expressivo. Basta ver o PPE (programa de proteção ao empresário emprego), onde o atual governo do PT propõe uma série de ações que no fundo visam a manutenção do lucro dos capitalistas. Plano de demissões voluntárias, redução da jornada com redução dos salários, parte da pagamento do prejuízo pelos cofres públicos (FAT – Fundo de Apoio ao Trabalho). Se a burguesia não vê risco nesta manifestação o governo também não vê. Se o governo também não vê risco, a polícia não é acionada. O resultado disso é a polícia participando da manifestação apenas como fachada. Para tirar selfies com os cidadãos de bem.

Bem diferente das manifestações onde a polícia é convocada para reprimir e acabar com o ato o mais rápido e eficiente que puder. Em Julho de 2014 as manifestações pelo Brasil eram contra a Copa do Mundo, projeto propagandístico e de lucro do governo federal principalmente. Não teve perdão. A polícia (braço armado do estado) caiu matando (figurada e literalmente) contra os manifestantes. Era a defesa explícita do sistema. Em Janeiro de 2015 as pessoas começavam se organizar em SP contra o aumento abusivo das tarifas do transporte público, logo no nono dia do ano, o primeiro ato foi duramente reprimido e esta repressão cumpriu sua função: assustar as pessoas para que os atos não crescessem como em 2013. Neste ato eu fui preso e pude ver de perto a lógica da PM fascista de SP. De dentro do ônibus da PM um comandante pega o telefone e ordena alguém: Volta lá agora! Acaba com isso aí. Mete bomba nesses zé povinho!

Defesa do sistema, defesa do estado, defesa do patrimônio privado, auto-defesa para a própria manutenção estas são as reais funções sociais da polícia!

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Este texto não é para a classe média (ou Sobre Ateísmo Militante)

É fácil para a classe média dizer que cada pessoa pode acreditar no que quiser. Uma parte dela segue acreditando no todo poderoso, outra parte percebeu o ridículo do conceito de deus, mas acredita nas tais “energias cósmicas”.  No fundo é a mesma coisa, só que as tais energias são abstratas demais para serem verificadas (conseguem ser mais abstratas que deus), e assim passam ilesas pela crítica ou até mesmo o ceticismo de alguns.

A classe média adora a expressão “ah deixa cada um acreditar no que quiser!”.  Esta é uma lógica essencialmente capitalista. Afinal parte do pressuposto que todos tem igual capacidade e discernimento para escolher o que é melhor para sua própria vida. Ignoram assim a componente concreta deste problema. A componente social e histórica. De que o sistema no qual vivemos nos molda de acordo com suas necessidades e que nossa consciência não é um ser autônomo e emancipado, é um produto social e histórico das relações de produção do capitalismo. Em outras palavras, somos assim por que o sistema nos fez assim e não o contrário.

O famoso “deixa cada um acreditar no que quiser” é uma variante da meritocracia.

Enquanto o “deixa cada um acreditar no que quiser” cresce, a bancada evangélica cresce junto e passa a regular sua vida e seu corpo. Seu corpo nossas regras!!!

Este texto não é para a classe média. Afinal eles tem estudos, acesso a informação e algumas posses e fazem um jogo bizarro de criticar o sistema onde dói no calo e afagar o sistema onde ganham vantagem. Alguns chegam a conseguir acreditar no amiguinho imaginário e lutar por um mundo melhor no seu dia a dia (Se pensar um pouco nisso vai perceber que é uma contradição em termos).

Não, este texto não é para a classe média. Este texto, de ateísmo militante, é para mostrar que não acredito que esteja tudo bem cada um acreditar no que quiser. O pressuposto é que a religião (e o misticismo de tabela) fazem mal.
Fazem mal nas periferias e favelas onde as pessoas (maioria absoluta) estão alienados por um mundo que não existe. Estão presos na redenção. E na salvação que virá quando eles partirem desta Terra. Nesta lógica “tudo bem” sofrer aqui na Terra por que receberão o paraíso depois.

As pessoas alienadas pela religião deixam de lutar por uma transformação deste mundo em nome de um mundo pós vida hipotético.
Em última instância deixam até de reclamar da vida sofrida e explorada que levam por que acham que é uma “provação de deus”.

Este texto não é para a classe média, mas bem que eles poderiam ler e perceber que da vista do seu apartamentinho parcelado e bem localizado não é possível ver a alienação que deus e o misticismo impõe para os explorados e exploradas do capitalismo.

P.S.

Para continuar pensando no assunto assista o vídeo a baixo:

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Você pratica educação bancária?

A educação bancária tem algumas características (abaixo) e todos/as gostam de criticá-la, é até fácil identificar suas falhas, seus problemas. Mas quem consegue dizer com sinceridade que não a pratica em nenhum nível?
O importante é nos desconstruirmos da educação opressora dia após dia, visualizando uma educação libertadora que só virá quando tivermos um mundo libertado das amarras do capitalismo.

a) o educador é o que educa; os educandos, os que são educados;
b) o educador é o que sabe; os educandos, os que não sabem;
c) o educador é o que pensa; os educandos, os pensados;
d) o educador é o que diz a palavra; os educandos, os que a escutam docilmente;
e) o educador é o que disciplina; os educandos, os disciplinados;
f) o educador é o que opta e prescreve sua opção; os educandos os que seguem a prescrição;
g) o educador é o que atua; os educandos, os que têm a ilusão de que atuam, na atuação do educador;
h) o educador escolhe o conteúdo programático; os educandos, jamais ouvidos nesta escolha, se acomodam a ele;
i) o educador identifica a autoridade do saber com sua autoridade funcional, que opõe antagonicamente à liberdade dos educandos; estes devem adaptar-se às determinações daquele;
j) o educador, finalmente, é o sujeito do processo; os educandos, meros objetos.

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O Exterminador do Futuro e o racismo na cadeira de trás no cinema

Sinto que precisarei de uns três dias (e mais uma sessão de cinema) para entender o filme Exterminador do Futuro… Mesmo assim gostei muito!
Me fez até ter uma epifania pós filme sobre o problema da conservação de energia não ser só espacial, mas também temporal. Sendo assim as ideias de viagem no tempo da ficção científica onde o viajante encontra com ele mesmo no passado ou no futuro (como nos filmes “De volta para o futuro”, “O homem do futuro”, “A maquina do tempo” etc), não violam este princípio pois ele some do tempo original e, no balanço geral temporal do universo, a energia se conserva…
Bateu até uma saudade de estudar relatividade e física quântica… mas passou, passou…

As ideias de viagem no tempo nos fascinam. O triste é não ter a menor perspectiva desta possibilidade no mundo real. O mais próximo que teremos da Skynet é se a empresa Sky comprar a empresa NET. (confesso que terei medo se isso acontecer)

Mas podemos deixar esta possibilidade ainda mais fora de alcance. Mesmo que se passe muitos e muitos anos a máquina do tempo que viaja para o passado não será inventada. Como eu sei? Você já viu algum viajante do futuro chegar aqui ou termos registro de algum viajante que chegou em algum tempo passado? Não. Pois é, este é o melhor argumento para pensarmos que a máquina do tempo não foi, nem será inventada.

Tudo lindo até aí, não fosse um comentário escroto na cadeira de trás no cinema…
O único negro do filme aparece por menos de 1 minuto (este fato já daria uma boa discussão). É o criador da Skynet (máquina que quer destruir os humanos). Aí um imbecil atrás de mim solta a frase:
– Tinha que ser preto!
O sangue me subiu de tal forma, que tive que me conter muito pra não fazer alguma coisa pior. Apenas virei para trás… falei que era um escroto racista (mas isso sem saber quem era exatamente)… Mas não fui além disso o que me causou um nó na garganta que dura até agora.
Esses dias um evento circulou as páginas do Facebook. Comentários racistas atacaram a repórter da Globo que apresentava o clima no Jornal Nacional. Os comentários ali eram tão absurdos que muitos imaginaram ser montagem. Pois bem, eu também imaginei por um instante. Mas não. O comentário que ouvi no cinema hoje mostra que não precisamos de montagens. O racismo existe de verdade e está escancarado no dia-a-dia. Nos detalhes disfarçados e nas ações explicitas. No medo da borboleta preta, no gato preto que “dá azar”, na expressão “a coisa tá preta”, na palavra denegrir ou no idiota na cadeira de trás que diz “tinha que ser preto”, na redução da maioridade penal, que vai atacar principalmente jovens negros da periferia, nos assassinatos diários pelas mãos da polícia etc.

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O que seria mais eficiente neste caso? Um soco no meio da cara ou uma humilhação pública?

Não sei. Mas sei que o silêncio não é nada eficiente. Sei que ao nos calarmos diante de atitudes opressoras estamos compactuando com o opressor. Estamos contra o oprimido.

São Paulo, 05 de Julho de 2015, nenhum viajante do tempo chegou até agora. As máquinas do tempo não foram inventadas ainda e segundo minha lógica, não serão inventadas nunca. Uma pena pois eu gostaria de ter uma neste momento.

Mas você leitor, vai ter que ficar imaginando onde eu iria e para fazer o que…

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Sobre o Facebook colorido

Muito lindo todo mundo de fotinha colorida, não fosse o motivo inicial dessa onda de arco-íris: a liberação do casamento gay NOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA.

Por que não teve essa manifestação toda quando a União homoafetiva foi liberada na Nova Zelândia ou aqui mesmo no Brasil (2011)?

Pois é. É nois outra vez sendo massa de manobra do tio San!

P. S. De maneira bem pragmatica: estamos comemorando uma conquista estadunidense, pq as/os LGBT, negros, negras, oprimidas e oprimidos no geral existe ainda um longuíssimo caminho pela frente. E o obstáculo principal (O CAPITALISMO) é impulsionado pelo mesmo país que está recebendo as suas glórias!!!

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Em meio a cortes na educação federal, Kroton lucra R$ 455 mi em três meses

Data: 22/06/2015

Via Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior – ANDES-SN

Enquanto a educação pública, tanto federal quanto estadual, sofre com a falta de verbas – que impossibilita a manutenção das atividades de ensino, pesquisa e extensão – os grandes grupos econômicos do setor de educação, conhecidos como “tubarões do ensino”, mantêm lucros exorbitantes. Apenas no primeiro trimestre de 2015, o Grupo Kroton, que tem quase 60% dos seus alunos presenciais matriculados pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) mantido pelo governo federal, apresentou lucro líquido de R$ 455 milhões, de acordo com informações divulgadas recentemente por diversos veículos de comunicação.

O Kroton foi fundado em 1966, em Belo Horizonte, a partir do Colégio Pitágoras. Em seguida, começou a incorporar outras empresas do setor – entre as mais conhecidas estão a Anhanguera e a Unopar – tornando-se a maior empresa de ensino superior do mundo por capitalização de mercado no ano passado.

Desde o início desta década, o Kroton foi impulsionado pela política educacional do governo federal, que prioriza o investimento de dinheiro público em educação privada. Entre 2010 e 2014, o governo repassou mais de R$ 30 bilhões para os tubarões do ensino por meio do Fies, e o Kroton é o maior beneficiário. Para simples comparação, o orçamento anual de investimentos em todas as Instituições Federais de Ensino (Ife) somadas não ultrapassou os R$ 2,59 bilhões em 2014. E, em 2015, sofreu corte de 47%, segundo informação divulgada pelo jornal O Estado de S. Paulo.  “Os cortes no orçamento e o ajuste fiscal promovido pelo governo só tiveram impacto para as políticas sociais, o que demonstra que a suposta falta de dinheiro é, na verdade, uma opção política do governo”, ressalta Paulo Rizzo, presidente do ANDES-SN.

O presidente do Sindicato Nacional reforça ainda que o governo vem ampliando e financiando cada vez mais a participação das empresas do setor de educação na oferta do ensino superior, com expressivo aumento no repasse de verbas públicas nos últimos anos para as instituições privadas, sem a preocupação da qualidade do ensino ofertado. “Isso demonstra qual o sentido do lema “Pátria Educadora”: a desconstrução do ensino público de qualidade em detrimento da educação cada vez mais privatizada, voltada aos interesses do capital”, destaca.

Portas abertas apenas para os empresários
Enquanto o Ministério da Educação (MEC) não se dispõe a negociar efetivamente com docentes e técnico-administrativos da educação federal em greve, abre suas portas aos grandes empresários do setor da educação. Segundo informações divulgadas pela imprensa, apenas entre janeiro e fevereiro, durante a gestão de Cid Gomes, o Big 6 (como é conhecido o grupo de empresários da educação que congrega Kroton, Estácio, Anima, Ser Educacional, Laureate e DeVry) foi recebido sete vezes no MEC. Já Renato Janine Ribeiro, atual ministro, consultou o Big 6 antes de anunciar novas mudanças no Fies, em 8 de junho, que representaram a valorização de 9% dos papeis do Kroton na bolsa de valores.

*Com informações de Istoé Dinheiro e Valor Econômico.

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