Sobre quem é (quase) contra a redução da maioridade penal

Se você é desses que solta esse papinho escroto que a redução da maioridade penal só deveria ser aplicada para crimes hediondos, saiba que a consciência de opressor está se manifestando em você.

Algumas frases de quem pensa assim são: “Veja bem, não é assim”, “alguns jovens devem ir presos, outros não…”, “depende do crime”, “só em caso de assassinato”, “bla bla bla…”.

Você ainda não entendeu que a criminalidade (hedionda ou branda) é um produto social e histórico, construída através da acumulação de riquezas que promove a cada dia a exclusão social? Ou seja, o criminoso que a burguesia tenta eliminar cada vez mais cedo é produto dela mesma e de seu modo de produção capitalista.

Também não sejam inocentes de pensar que basta colocar os moleques e meninas na escola para resolver o problema. A escola é a superestrutura mais eficiente que o sistema possui. Afinal todos passam por ela e são moldados/excluídos/destruídos ao bel prazer da máquina.

leia mais sobre isso em:

Só mesmo o fim do sistema opressor que coloca todo esse moinho para girar. Só mesmo o fim do capitalismo para resolver as chagas desta sociedade que band-aid nenhum consegue esconder.

Hedionda é a fome.

Hedionda é a miséria.

Hediondo é ter que morar na rua.

Hedionda é a exploração do trabalho.

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Este texto não é para a classe média (ou Sobre Ateísmo Militante)

É fácil para a classe média dizer que cada pessoa pode acreditar no que quiser. Uma parte dela segue acreditando no todo poderoso, outra parte percebeu o ridículo do conceito de deus, mas acredita nas tais “energias cósmicas”.  No fundo é a mesma coisa, só que as tais energias são abstratas demais para serem verificadas (conseguem ser mais abstratas que deus), e assim passam ilesas pela crítica ou até mesmo o ceticismo de alguns.

A classe média adora a expressão “ah deixa cada um acreditar no que quiser!”.  Esta é uma lógica essencialmente capitalista. Afinal parte do pressuposto que todos tem igual capacidade e discernimento para escolher o que é melhor para sua própria vida. Ignoram assim a componente concreta deste problema. A componente social e histórica. De que o sistema no qual vivemos nos molda de acordo com suas necessidades e que nossa consciência não é um ser autônomo e emancipado, é um produto social e histórico das relações de produção do capitalismo. Em outras palavras, somos assim por que o sistema nos fez assim e não o contrário.

O famoso “deixa cada um acreditar no que quiser” é uma variante da meritocracia.

Enquanto o “deixa cada um acreditar no que quiser” cresce, a bancada evangélica cresce junto e passa a regular sua vida e seu corpo. Seu corpo nossas regras!!!

Este texto não é para a classe média. Afinal eles tem estudos, acesso a informação e algumas posses e fazem um jogo bizarro de criticar o sistema onde dói no calo e afagar o sistema onde ganham vantagem. Alguns chegam a conseguir acreditar no amiguinho imaginário e lutar por um mundo melhor no seu dia a dia (Se pensar um pouco nisso vai perceber que é uma contradição em termos).

Não, este texto não é para a classe média. Este texto, de ateísmo militante, é para mostrar que não acredito que esteja tudo bem cada um acreditar no que quiser. O pressuposto é que a religião (e o misticismo de tabela) fazem mal.
Fazem mal nas perferias e favelas onde as pessoas (maioria absoluta) estão alienados por um mundo que não existe. Estão presos na redenção. E na salvação que virá quando eles partirem desta Terra. Nesta lógica “tudo bem” sofrer aqui na Terra por que receberão o paraíso depois.

As pessoas alienadas pela religião deixam de lutar por uma transformação deste mundo em nome de um mundo pós vida hipotético.
Em última instância deixam até de reclamar da vida sofrida e explorada que levam por que acham que é uma “provação de deus”.

Este texto não é para a classe média, mas bem que eles poderiam ler e perceber que da vista do seu apartamentinho parcelado e bem localizado não é possível ver a alienação que deus e o misticismo impõe para os explorados e exploradas do capitalismo.

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Você pratica educação bancária?

A educação bancária tem algumas características (abaixo) e todos/as gostam de criticá-la, é até fácil identificar suas falhas, seus problemas. Mas quem consegue dizer com sinceridade que não a pratica em nenhum nível?
O importante é nos desconstruirmos da educação opressora dia após dia, visualizando uma educação libertadora que só virá quando tivermos um mundo libertado das amarras do capitalismo.

a) o educador é o que educa; os educandos, os que são educados;
b) o educador é o que sabe; os educandos, os que não sabem;
c) o educador é o que pensa; os educandos, os pensados;
d) o educador é o que diz a palavra; os educandos, os que a escutam docilmente;
e) o educador é o que disciplina; os educandos, os disciplinados;
f) o educador é o que opta e prescreve sua opção; os educandos os que seguem a prescrição;
g) o educador é o que atua; os educandos, os que têm a ilusão de que atuam, na atuação do educador;
h) o educador escolhe o conteúdo programático; os educandos, jamais ouvidos nesta escolha, se acomodam a ele;
i) o educador identifica a autoridade do saber com sua autoridade funcional, que opõe antagonicamente à liberdade dos educandos; estes devem adaptar-se às determinações daquele;
j) o educador, finalmente, é o sujeito do processo; os educandos, meros objetos.

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O Exterminador do Futuro e o racismo na cadeira de trás no cinema

Sinto que precisarei de uns três dias (e mais uma sessão de cinema) para entender o filme Exterminador do Futuro… Mesmo assim gostei muito!
Me fez até ter uma epifania pós filme sobre o problema da conservação de energia não ser só espacial, mas também temporal. Sendo assim as ideias de viagem no tempo da ficção científica onde o viajante encontra com ele mesmo no passado ou no futuro (como nos filmes “De volta para o futuro”, “O homem do futuro”, “A maquina do tempo” etc), não violam este princípio pois ele some do tempo original e, no balanço geral temporal do universo, a energia se conserva…
Bateu até uma saudade de estudar relatividade e física quântica… mas passou, passou…

As ideias de viagem no tempo nos fascinam. O triste é não ter a menor perspectiva desta possibilidade no mundo real. O mais próximo que teremos da Skynet é se a empresa Sky comprar a empresa NET. (confesso que terei medo se isso acontecer)

Mas podemos deixar esta possibilidade ainda mais fora de alcance. Mesmo que se passe muitos e muitos anos a máquina do tempo que viaja para o passado não será inventada. Como eu sei? Você já viu algum viajante do futuro chegar aqui ou termos registro de algum viajante que chegou em algum tempo passado? Não. Pois é, este é o melhor argumento para pensarmos que a máquina do tempo não foi, nem será inventada.

Tudo lindo até aí, não fosse um comentário escroto na cadeira de trás no cinema…
O único negro do filme aparece por menos de 1 minuto (este fato já daria uma boa discussão). É o criador da Skynet (máquina que quer destruir os humanos). Aí um imbecil atrás de mim solta a frase:
– Tinha que ser preto!
O sangue me subiu de tal forma, que tive que me conter muito pra não fazer alguma coisa pior. Apenas virei para trás… falei que era um escroto racista (mas isso sem saber quem era exatamente)… Mas não fui além disso o que me causou um nó na garganta que dura até agora.
Esses dias um evento circulou as páginas do Facebook. Comentários racistas atacaram a repórter da Globo que apresentava o clima no Jornal Nacional. Os comentários ali eram tão absurdos que muitos imaginaram ser montagem. Pois bem, eu também imaginei por um instante. Mas não. O comentário que ouvi no cinema hoje mostra que não precisamos de montagens. O racismo existe de verdade e está escancarado no dia-a-dia. Nos detalhes disfarçados e nas ações explicitas. No medo da borboleta preta, no gato preto que “dá azar”, na expressão “a coisa tá preta”, na palavra denegrir ou no idiota na cadeira de trás que diz “tinha que ser preto”, na redução da maioridade penal, que vai atacar principalmente jovens negros da periferia, nos assassinatos diários pelas mãos da polícia etc.

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O que seria mais eficiente neste caso? Um soco no meio da cara ou uma humilhação pública?

Não sei. Mas sei que o silêncio não é nada eficiente. Sei que ao nos calarmos diante de atitudes opressoras estamos compactuando com o opressor. Estamos contra o oprimido.

São Paulo, 05 de Julho de 2015, nenhum viajante do tempo chegou até agora. As máquinas do tempo não foram inventadas ainda e segundo minha lógica, não serão inventadas nunca. Uma pena pois eu gostaria de ter uma neste momento.

Mas você leitor, vai ter que ficar imaginando onde eu iria e para fazer o que…

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Sobre o Facebook colorido

Muito lindo todo mundo de fotinha colorida, não fosse o motivo inicial dessa onda de arco-íris: a liberação do casamento gay NOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA.

Por que não teve essa manifestação toda quando a União homoafetiva foi liberada na Nova Zelândia ou aqui mesmo no Brasil (2011)?

Pois é. É nois outra vez sendo massa de manobra do tio San!

P. S. De maneira bem pragmatica: estamos comemorando uma conquista estadunidense, pq as/os LGBT, negros, negras, oprimidas e oprimidos no geral existe ainda um longuíssimo caminho pela frente. E o obstáculo principal (O CAPITALISMO) é impulsionado pelo mesmo país que está recebendo as suas glórias!!!

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Em meio a cortes na educação federal, Kroton lucra R$ 455 mi em três meses

Data: 22/06/2015

Via Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior – ANDES-SN

Enquanto a educação pública, tanto federal quanto estadual, sofre com a falta de verbas – que impossibilita a manutenção das atividades de ensino, pesquisa e extensão – os grandes grupos econômicos do setor de educação, conhecidos como “tubarões do ensino”, mantêm lucros exorbitantes. Apenas no primeiro trimestre de 2015, o Grupo Kroton, que tem quase 60% dos seus alunos presenciais matriculados pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) mantido pelo governo federal, apresentou lucro líquido de R$ 455 milhões, de acordo com informações divulgadas recentemente por diversos veículos de comunicação.

O Kroton foi fundado em 1966, em Belo Horizonte, a partir do Colégio Pitágoras. Em seguida, começou a incorporar outras empresas do setor – entre as mais conhecidas estão a Anhanguera e a Unopar – tornando-se a maior empresa de ensino superior do mundo por capitalização de mercado no ano passado.

Desde o início desta década, o Kroton foi impulsionado pela política educacional do governo federal, que prioriza o investimento de dinheiro público em educação privada. Entre 2010 e 2014, o governo repassou mais de R$ 30 bilhões para os tubarões do ensino por meio do Fies, e o Kroton é o maior beneficiário. Para simples comparação, o orçamento anual de investimentos em todas as Instituições Federais de Ensino (Ife) somadas não ultrapassou os R$ 2,59 bilhões em 2014. E, em 2015, sofreu corte de 47%, segundo informação divulgada pelo jornal O Estado de S. Paulo.  “Os cortes no orçamento e o ajuste fiscal promovido pelo governo só tiveram impacto para as políticas sociais, o que demonstra que a suposta falta de dinheiro é, na verdade, uma opção política do governo”, ressalta Paulo Rizzo, presidente do ANDES-SN.

O presidente do Sindicato Nacional reforça ainda que o governo vem ampliando e financiando cada vez mais a participação das empresas do setor de educação na oferta do ensino superior, com expressivo aumento no repasse de verbas públicas nos últimos anos para as instituições privadas, sem a preocupação da qualidade do ensino ofertado. “Isso demonstra qual o sentido do lema “Pátria Educadora”: a desconstrução do ensino público de qualidade em detrimento da educação cada vez mais privatizada, voltada aos interesses do capital”, destaca.

Portas abertas apenas para os empresários
Enquanto o Ministério da Educação (MEC) não se dispõe a negociar efetivamente com docentes e técnico-administrativos da educação federal em greve, abre suas portas aos grandes empresários do setor da educação. Segundo informações divulgadas pela imprensa, apenas entre janeiro e fevereiro, durante a gestão de Cid Gomes, o Big 6 (como é conhecido o grupo de empresários da educação que congrega Kroton, Estácio, Anima, Ser Educacional, Laureate e DeVry) foi recebido sete vezes no MEC. Já Renato Janine Ribeiro, atual ministro, consultou o Big 6 antes de anunciar novas mudanças no Fies, em 8 de junho, que representaram a valorização de 9% dos papeis do Kroton na bolsa de valores.

*Com informações de Istoé Dinheiro e Valor Econômico.

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Resposta ao Gregório sobre o Malafaia

Meio idiota esse texto do Gregorio Duvivier para o Malafaia (link para quem não leu ainda). Mas a classe média pira né? Afinal ele bate no pastor que é obviamente um escroto, explorador, enganador etc., e disso todo mundo gosta. Basta ver o efeito da rola que o Boechat mandou o Malafaia procurar, mas não ataca o amiguinho imaginário da galera.
Ou seja, uma carta sendo escrita como se fosse o gzuiz, ratificando a bíblia e defendendo os princípios cristãos.

Pior ainda, falar que jesus é de esquerda (já ouvi essa abobrinha uma vez, que jesus seria o primeiro comunista. Sem falar do processo de dogmatização e alienação que o cabeludinho causou, posso dizer que caso ele tenha mesmo existido – o que duvido – ele seria no máximo um populista pouco popular, mas com um marqueteiro ducaraio, basta ver a história do pão e vinho), e “mais que Marx e Bakunin” entre outros, MAS “tipo Mujica”, “tipo pé no chao”… Sério que ele fez essa comparação???
Reforçou a ideia do socialista que faz voto de pobreza. Misturou populismo com socialismo (o PT agradece).

Em uma palavra apenas é um texto despolitizado. Mas como vi tanto compartilhamento resolvi dar minha opinião.

Por mais que vão aparecer argumentos de que ele fez isso em nome da piada. Não se pode falar qualquer besteira em nome de uma piada. Por melhor que seja.

Faltou aula sobre marxismo, assistencialismo, centrismo, reformismo e bundamolismo!

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Sobre a delícia de ser educador (parte 34)

Relatado pelo Eduardo Brandão​

Um estudante-pesquisador da Politeia, no auge dos seus 6 anos de idade, está pesquisando os Samurais.
Só que um belo dia vê um amigo se machucar… e aí começa a história…

– Edu to passando mal, acho que vou gorfar…
– Mas como você vai ser um samurai se não pode ver sangue?
Pensativo, o menino responde:
– hummmm… boa pergunta…
– Não dá né?
– Já sei!!! Vou matar o ninja e gritar: mãe já acabei… vem limpar!

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