Psicologia – Aprendizagem Verbal I

Os apontamentos abaixo foram feitos nos estudos de psicologia do Livro Psicologia Geral do Professor Amâncio Pinto da Universidade do Porto.

O estudo deste tipo de aprendizagem é anterior a aos estudos de Skinner, Thorndike ou Pavlov e muitos consideram mais apropriado para analisar a aprendizagem humana. Contudo esse modelo não teve muita notoriedade até meados dos anos 50, quando a psicologia cognitiva passou a vigorar e consequentemente, os animais (irracionais) são substituídos pelos humanos e o aumento na ênfase progressiva para se compreender os processos cognitivos, é significativo.

A análise dos itens verbais pode variar conforme: O Tipo, Significado, Frequência e Modalidade. Por exemplo, o Tipo de aprendizagem pode ser através de Palavras, estas podem ser Concretas ou Abstratas, podem ser apresentadas numa dada Frequência (em um texto ou na fala, por ex.) e a Modalidade pode ser Auditiva ou Textual.

Estes estudos foram primeiro realizados por Ebbinghaus no início do século passado principalmente em estudos de memória. Uma prova escolar segue estes critérios.

No indice de Significado, para determinar a concreteza/abstração de um termos são usadas escalas, por exemplo, numa escala de 1 até 7 onde 1 se refere a uma palavra abstrata, por ex., Virtude e 7 uma palavra concreta, por ex., Mesa. Este mesmo tipo de índice é usado para a formação mental de imagens, ou seja, 1 para uma palavra que uma pessoa tenha muita dificuldade em formar uma imagem, por ex., Razão, Zelo e 7 par uma palavra que seja de fácil formação de imagem mental, por ex., Laranja ou Computador.

Outro parâmetro usado na aprendizagem verbal é a Idade de Aquisição de Palavras (IAP), onde é avaliado num indivíduo a idade que ele imagina que determinada palavra seja aprendida, por ex., a palavra Casa é aprendida nos primeiros anos de vida, já a palavra Procrastinar só é aprendida bem mais tarde.

tabela dos diversos parâmetros da aprendizagem verbal

A tabela apresentada acima mostra dados para caracterizar melhor o que viemos tratando até aqui. M é a média e DP o desvio padrão. Os índices de Concreteza e Formação de imagens usam a escala mencionada. O último item é o IAP, em inglês.

Um dos resultados mais concretos desse tipo de investigação mostra que listas formadas por itens verbais bastante significativos são mais fáceis de se aprender que outros menos significativos, isso pode parecer óbvio, contudo esse resultado obtém-se quer pelo numero de associações feitas, quer pela frequência de uma palavras num texto ou mesmo na linguagem falada e também na formação de imagens. Podemos aventar aqui uma ligação íntima com a Teoria da Aprendizagem Significativa de P. David Ausubel, que consiste na retenção de conteúdos de aprendizagem pela ideia do nível de significância do conteúdo.

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