Minha estada em terras Lusas

Fiquei devendo à alguns leitores um relato de experiências do semestre passado que passei em Porto, Portugal. Como também a Universidade do Porto me pediu um relato uni o útil ao agradável e cá está…

A experiência do intercambio é mesmo algo que deveria ser cada vez mais incentivada, é algo extremamente enriquecedor e o surpreendente é que isso atravessa esferas diferentes daquelas esperadas, que são as do conhecimento acadêmico, por exemplo, está também situada na esfera do conhecimento do seu próprio país, por estranho que possa parecer dizer que saindo de seu país você passa a conhece-lo melhor. Para aqueles que ainda não tiveram a experiência de viver sozinhos, ou como dizemos, “se virar” sozinhos, está é uma bela oportunidade. Eu já vivo sozinho a muito tempo o que não criou nenhuma dificuldade neste âmbito.

Conhecer uma cultura bem diferente da minha me ajudou muito em vários aspectos, por mais que pensem que ir para Portugal é não se afastar do Brasil (dizem isso pela facilidade da língua), sei hoje que isso não é verdade. Portugal é menos uma separação pela distância que uma aproximação europeia pela língua, e isso é o que torna a experiência enriquecedora.

O nível acadêmico bastante elevado mostrou que ainda temos que aprender a lidar melhor com nossa educação básica, isto não significa que a universidade foi mais fácil ou mais difícil, mas sim diz respeito a como conseguimos lidar com ela depende muito de nossa educação básica e isto é algo que preciso melhorar por aqui.

Uma diferença marcante que podemos comentar de passagem, é que deve ser mais fácil (ou menos difícil) organizar aproximadamente 10 milhões (?) de indivíduos que 200 milhões e isso explica muito das diferenças sociais que entramos em contato.

Aprendi bastante com as disciplinas e o nascimento de um projeto de mestrado que ocorreu justamente por eu ter tido esta experiência de intercâmbio (ou simplesmente Erasmus, como dizem em Portugal), nomeadamente, o projeto que emergiu de meus contatos, visitas e estágio na Escola da Ponte, em Santo Tirso, foram os frutos mais ricos deste período.

É pena que tudo isto seja para tão poucos e selecionados a duras penas, todos deveriam ter este tipo de vivencia e digo isto para a via oposta também, que os alunos de Portugal possam em algum momento ter esta experiência, conhecer outro país, com cultura diversificada, quiçá idioma, e aí sim o aprendizado que a universidade tenciona transmitir estará mais perto da completude.

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