O Senhor dos Anéis

Saturno é o sexto planeta do Sistema Solar quando contados a partir do Sol e o último dos conhecidos na antiguidade, mas talvez o primeiro em majestade e beleza.

Apesar de todos os planetas gigantes possuirem anéis, os de Saturno são, sem dúvida, os mais espectaculares. Foram observados pela primeira vez em 1610 pelo astrónomo italiano Galileu Galieli mas apenas em 1659 Huygens, utilizando um telescópio aperfeiçoado, verificou que se tratava de uma “estrutura” separada do planeta. Em 1676 Cassini descobriu divisões entre os anéis, da qual a maior tem hoje o seu nome.

Com uma largura de 270 000 km e cerca de 1 km de espessura são formados principalmente por partículas de gelo que variam em tamanho desde grãos de poeira até ao de uma casa.

Saturno e os seus anéis, num jogo de sombras

A atmosfera deste gigante gasoso apresenta faixas semelhantes às de Júpiter, apesar de menos coloridas, resultantes de fortes ventos cujo sentido (este-oeste ou oeste-este) depende da latitude. Consiste essencialmente de hidrogénio e hélio e apresenta vestígios de outros elementos que, segundo processos químicos, formam outras substâncias detectáveis no cimo das nuvens, como amónia e metano.

Outras semelhanças com Júpiter são as tempestades de forma oval, o visível achatamento nos pólos (é o mais achatado de todos os planetas) e o grande número de satélites, dos quais o maior, Titã, é rodeado por uma atmosfera de azoto semelhante à que terá existido na Terra pouco depois da sua formação.

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