Funcionários da USP mantêm greve e dizem que ameaças da reitoria aumentaram mobilização

05/05/2010 – 21h37

Em assembleia geral realizada nesta quarta-feira, os funcionários da USP (Universidade de São Paulo) decidiram pela continuação da greve iniciada hoje para reivindicar reajuste salarial. Foi aprovada também a participação dos funcionários da capital e do interior em um ato na próxima terça-feira (11), quando deve ocorrer uma reunião de negociação com o Cruesp (Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas).

Funcionários iniciam greve mesmo após ameaças
Reitoria da USP vai multar em R$ 1.000 por dia de greve

Funcionários da USP decidem entrar em greve em 5 de maio

De acordo com o Sintusp (Sindicato dos Trabalhadores da USP), o anúncio da reitoria de que vai impor multa de R$ 1.000 por dia caso o movimento grevista cause transtornos “surtiram um efeito contrário ao desejado pelo reitor, gerando uma mobilização maior e uma radicalização do movimento”.

A reitoria afirmou que vai punir a colocação de piquetes e bloqueios de acesso com a multa, além de não pagar pelos dias não trabalhados.

O Sintusp afirma que unidades como a Escola de Comunicações e Artes e Faculdade de Direito do Largo São Francisco começaram a decidir pelo fechamento dos prédios a partir desta quinta-feira (6). Foram agendadas reuniões nas unidades para discutir a organização da greve.

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