Rede articula escolas de 5 países para fazer currículo pró meio ambiente

Escolas e organizações sociais da Áustria, da República Tcheca, do Reino Unido, da República do Benim e mais recentemente do Brasil criaram uma rede para trocar experiências e criar um currículo baseado na preservação do meio ambiente. A ideia é que a temática seja trabalhada em todas as disciplinas e na gestão das 40 escolas envolvidas.

No Brasil participam a Escola Municipal de Ensino Fundamental Guilherme de Almeida, a Escola Estadual Professora Julia Macedo Pantoja, o Colégio Bandeirantes e a Escola Teia Multicultural (Politeia) – todas localizadas na cidade de São Paulo (SP) -, além da Escola Estadual Professora Luiza Hidaka, de Suzano (SP). A rede é apoiada pela Secretaria de Estado da Educação de São Paulo, pela Secretaria Municipal de Educação de São Paulo, pelo Instituto Akatu, pelo Instituto Paulo Freire, pela Fundação Roberto Marinho e pelo Instituto Politeia.

A coordenação da iniciativa, chamada Currículo Global para a Sustentabilidade, fica a cargo do Centro de Criação de Imagem Popular (Cecip). As escolas participantes foram indicadas pelas secretarias de educação por serem consideradas de boa qualidade e por desenvolverem atividades ligadas à preservação ambiental.

“É preciso incluir a temática em todas as disciplinas, pensar, por exemplo, Matemática sob a ótica de uma cultura de paz”, avaliou a coordenadora pedagógica do projeto, Madza Ednir, durante a reunião de lançamento do projeto, realizada na última semana, na capital paulista. “A sustentabilidade é uma nova maneira das pessoas se relacionarem com as outras e com o meio ambiente”.

Os colégios devem incorporar nas aulas temas relacionados à preservação do meio ambiente, comércio justo, consumo sustentável, pobreza e justiça social, sem fugir da sua programação oficial. “A escola já trabalha esse tipo de temática, mas com ações esparsas”, contou a professora de Língua Inglesa da Escola Julia Macedo Pantoja, Valéria Lopes. “O Currículo Global é uma oportunidade para que esses temas permeiem toda a escola”.

Os professores devem fazer um registro escrito dos planos de aula, das atividades propostas e das impressões dos alunos. As experiências dos cinco países serão reunidas em uma publicação impressa que será lançada em cinco línguas, em 2012, quando termina o projeto. Enquanto ele é implantado, as atividades serão postadas em um site da iniciativa, ainda em construção. O endereço é www.globalcurriculum.net.

Além da troca de informações via Internet, estão previstas reuniões mensais com cada colégio, oficinas reunindo as cinco escolas, elaboração, implementação e avaliação de planos de aula e visitas de estudo ao Reino Unido, na Europa, e à República do Benim, na África.

“A educação deve nos ajudar a reconhecer que somos parte da Terra. Entender isso é fundamental para mudarmos a relação de exploração dos recursos naturais”, afirmou na reunião a representante do Instituto Paulo Freire, Ângela Antunes.

Na República Tcheca o projeto é implantado pela organização Arpok, no Reino Unido pelo Centro de Educação Global de Leeds, na República do Benim pela organização Nego-Com e na Áustria pela entidade Südwind.

Sarah Fernandes
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