Universidades federais estreantes têm foco na demanda local

Criadas para preencher um espaço em branco no mapa do ensino superior público, as novas universidades federais ganharam um perfil um pouco diferente das suas companheiras mais antigas.

Entre os cursos tradicionais, só mesmo as licenciaturas. Medicina, direito, administração e outros que fundaram instituições pelo país perderam espaço para graduações que pretendem atender às necessidades do interior brasileiro, principalmente as econômicas.

É com essa cara que as federais Unila (da Integração Latino-Americana) e UFFS (da Fronteira Sul), ambas no Sul, Ufopa (do Oeste do Pará), no PA, e Unilab (da Integração Luso-Afro-Brasileira), no CE, têm conquistado alunos.
A UFFS, que iniciou as atividades no primeiro semestre deste ano, já foi criada para atender às necessidades dos três Estados do Sul. Seus 14 cursos estão em cinco campi, espalhados por cidades do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul.

“Temos alunos de outros Estados, inclusive de São Paulo. Mas a maioria são jovens dessas regiões, historicamente desassistidas pela educação pública e federal”, diz o reitor, Dilvo Ristoff.

Um dos destaques da instituição são os cursos da área agrícola, ponto forte da economia local. Agronomia, por exemplo, conta com turmas em 4 dos 5 campi. Além de oferecer ensino superior gratuito, a UFFS tem diminuído o êxodo populacional dessas regiões, de acordo com Ristoff.

“As pessoas estavam indo embora daqui, principalmente para estudar. E quem saía para estudar não voltava mais. Agora estão voltando, inclusive para dar aula aqui. Eu sou um exemplo”, diz ele, que trabalhava no litoral de Santa Catarina antes de se mudar para Chapecó, (a 583 km de Florianópolis), onde fica a sede da UFFS.

Sotaque espanhol
Com a proposta de integrar alunos da América Latina, a Unila recebeu as primeiras turmas no mês passado. As aulas acontecem provisoriamente no Parque Tecnológico de Itaipu, em Foz do Iguaçu (PR), onde será sua sede.

Os primeiros alunos, no entanto, ainda não vieram de todo o continente, mas apenas de Brasil, Uruguai, Argentina e Paraguai. Entre os cursos oferecidos pela instituição estão relações institucionais e integração, engenharia de energias renováveis e engenharia civil de infraestruturas.

(Folha de S. Paulo)

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