O Poder de Convencimento das Classes Dominantes

Não sejamos injustos. Não é fácil ser hegemônico. Não é fácil exercer a dominação social e cultural. É preciso um esforço enorme e constante de convencimento por parte dos grupos dominantes em detrimento das massas excluídas, em termos marxistas, dos proprietários dos meios de produção contra aqueles que só possuem sua força de trabalho, mesmo sem saber que este pode ser o bem mais valioso.

Como na imagem abaixo, o povo normalmente não reconhece em si sua verdadeira força e poder.

É preciso um esforço na complexificação da argumentação dos grupos hegemônicos para convencer os demais que aquela cultura, que só privilegia seu próprio grupo, é desejável. É assim que eles atuam em todas as esferas da sociedade, desde a educação escolar, por meio dos currículos, como em âmbitos culturais, como a música, até (e principalmente) na esfera econômica,  com as propagandas  e sistemas de controles financeiros.

Uma das partes mais problemáticas nesta relação, na minha opinião, é o sonho que se transfere para as classes oprimidas (em termos freireanos) de se tornar, algum dia, opressores e realizar contra os novos fracos a mesma opressão que sofreram. O elite cumpre este papel, transfere este sonho com destreza.

Como quebrar este ciclo vicioso? Como explicitar este carácter? Como não compactuar, ser contraproducente? São respostas que o leitor não encontrará aqui. São respostas que ainda precisam ser criadas. Mas não é nada mau, encontrar aqui ao menos as perguntas…

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5 comentários

  1. Também não sei as respostas, mas tenho as mesmas inquietações e preocupação com o andamento das coisas. O Brasil melhorou muito, mas ainda não está bom. Penso que um primeiro passo seria realmente recontar a história do Brasil. Não nos cabe mais o papel nem de oprimido nem de vítima, nem de colonizado nem de explorado. Não sei se a melhor explicação está em Marx. A admiração pela sua construção teórica não o torna mais adequado para explicar o mundo de contemporâneo e menos ainda a sociedade brasileira. Parece que somos a esxceção a todas as regras enquanto agrupamento mais ou menos organizado e de extrema complexidade.
    Recomendo o livro “História do Brasil com empreendedores”. Ainda não concluí a leitura, mas vejo que precisamos revisar a história!

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    1. Gostei de seu comentário Leidimar. Com certeza vou dar uma olhada na bibliografia q passou. Tenho uma tendencia muito grande pela abordagem marxista, e existem propostas de enquandramento nos modelos atuais da sociedade, de fato ele pensou suas questões em uma sociedade totalmente diferente.
      Valeu pelo comentário.

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