Novas Escolas neste Novo Mundo

Vivemos num mundo em grande transformação, contudo percebemos que o espaço social que menos se renova é a Escola.

Não podemos lidar com este (novo) mundo, como lidávamos no século passado (ou outro). O mundo é dinâmico demais para mantermos as antigas maneiras de controle e tratamento. Por, antigas, entendemos ultrapassadas, ou seja, que não se enquadram mais aos novos padrões sociais de relacionamento. Não se enquadram mais aos desejos dos estudantes e nem às vontades dos educadores. Entre as diversas mudanças que podemos destacar neste mundo pós-moderno, temos: a quantidade de pessoas no mundo(e nos espaços sociais), a quantidade de informação disponível (por diferentes mídias), a urgência pela questão ambiental, as novas formas de relacionamento em redes, a diminuição de relações familiares, as novas relações com o imponderável.

O mundo tem mudado muito, mas a educação continua. A escola é a mesma de sempre.

A postura educacional frente ao mundo mudou muito pouco nos referenciais teóricos, e nos referenciais práticos mudou menos ainda. Ou seja, o chão da escola, o dia-a-dia escolar continua o mesmo.

O problema é que o jovem não vive apenas na escola. Está constantemente em contato com o mundo externo, os educandos estão interagindo com este mundo e o mundo com eles. Não podemos continuar ignorando estes fatos.

Muitos deles já percebem estas discrepâncias e rejeitam a educação passiva os depósitos diários de informação.

Muitas escolas, educadores e alunos já trabalham na contra mão deste quadro. Escolas que buscam pedagogias alternativas para transmitir não só conhecimentos, mas também postura cidadã, autonomia, respeito à diversidade, etc., são chamadas de não-diretivas, onde os expoentes mundiais são a Escola da Ponte em Portugal, A.S. Neill’s Summerhill School, na Inglaterra, Escola Democrática de Hadera, em Israel, entre outras. No Brasil, algumas pedagogias não-diretivas podem ser encontradas na Escola Politeia e EMEF Des. Amorim Lima, participantes deste projeto, como na Escola Lumiar, Escolas da Vila, entre outras.

Acreditamos que este dinamismo precisa ser parte da escola. Os educandos precisam se tornar agentes no processo educativo. O educador deve se atualizar, a escola precisa se modernizar (ou pós-modernizar), caso contrario, como muitas coisas antigas, pode se tornar obsoleta.


Para saber mais:

http://www.summerhillschool.co.uk/pages/about.html

http://escola.politeia.org.br/

http://www.escoladaponte.com.pt/


http://www.amorimlima.org.br/tiki-index.php



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