Milho aos Pombos (again)

352 pessoas morreram na Síria em confrontos recentes.

Estudantes atacados na Augusta, Paulista e adjacências. Atacados pelo preconceito explícito.

Chuva mata 12 no RS e deixa cidades alagadas.

O preço do ônibus foi para abserdos R$ 3,00.

O Álcool e a Gasolina vem subindo de maneira escandalosa nos últimos dias.

E ainda assim, 2 BILHÕES de pessoas no mundo assistirão o casamento do príncipe Will!

Isso tudo acontecendo e nós aqui na praça…  dando milho aos pombos…

Literalmente

Pensei um pouco e achei que não precisava escrever mais nada. Mudei de ideia e aqui estou eu…  Será que tem algo de errado com essas frases soltas que coloquei acima. Não sou catastrofista de maneira nenhuma, mas me incomoda a subserviência das pessoas, principalmente perante as futilidades.

Uma rápida passada de olho pelo jornal desta manhã me levam da indignação à imobilidade. Vi ontem na TV, não lembro o canal. O mal dos dois grandes “Is”:  Ignorância e Inércia.

Falta de conhecimento dos fatos, ou mesmo a falta de capacidade de processar os fatos e ter uma postura crítica sobre eles, advindo de uma educação ruim, conteudista e acrítica do mundo.

Já a Inércia (que fisicamente falando está sendo usada em apenas parte de seu sentido, já que inércia também se refere a movimento), está sendo usada para mostrar a falta de mobilidade. A falta de engajamento e participação política das pessoas na sociedade. Estou quase colocando a participação políticas das pessoas nas sociedade como o novo emplastro Brás Cubas, aquele mesmo que curaria os males do mundo.

Acredito que essa participação resolveria uns problema enquanto que a maioria deles nem chegaria a luz da sociedade. Se o controle fosse feito pelos próprios integrantes da sociedade, estou certo que não teríamos grandes problemas. Mas isso é papo para outro post. Não tenho solução milagrosa, como aumentar o engajamento das pessoas? Como mostrar que participação política é cuidar daquilo que é seu e mais do que isso, perceber que o que é seu é também do coletivo e cuidar disso com o mesmo zêlo?

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1 comentário

  1. Pensando em tudo isso estou relendo “Tristes trópicos” de Lévi-Strauss. Incrível o olhar que lançou sobre os povos e a intimidade de sua almas.
    Já alertava o autor que a qualidade humana reside na boa fé, no sentido de contrato e na capacidade de compromisso (cf. p. 127). Ao que parece nos falta qualidade humana

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