Mais uma prova de que a “negociação” de Rodas é uma farsa: enquanto “negociava”, pediu de novo que seja usada a Tropa de Choque contra o movimento estudantil

Temos denunciado sistematicamente que a “negociação” da reitoria é uma farsa. Eis as evidências:

1) Não negocia dentro da universidade. É intransigente quanto a isso. Não se sentiu pressionada sequer a ter de negociar sob a pressão dos estudantes no interior da USP.

2) Convocou a “negociação” mantendo a repressão sobre o movimento. Como é possível negociar com a faca da repressão no pescoço?

3) Não cedeu um milímetro quanto às reivindicações do movimento. As promessas contidas no termo de acordo, defendido pela direção do DCE (PSol/PSTU), não passam de reafirmação de promessas anteriores. Manteve as eleições para reitor votadas por 2 mil membros dos conselhos centrais e Congregações, com resultado submetido ao governador. A estatuinte será aquela que a burocracia já planejava fazer, ou seja, submetida ao C.O. A entrega dos blocos K e L será feita quando possível… há quatro anos repete a mesma lorota. Os circulares continuarão privatizados e servindo às necessidades de lucro da empresa. A PM continuará no campus e os processos, eliminações e demissão políticos serão mantidos. E novos processos virão.

4) Fingiu discutir os chamados eixos do movimento com a comissão de negociação controlada pela direção do DCE. Enquanto isso, recorreu da decisão do juiz de manter a ocupação da reitoria e agora tem em suas mãos uma liminar para jogar a Tropa de Choque contra os estudantes.

A reitoria está numa posição de força contra os estudantes. Agora, nem mesmo marca uma nova reunião de negociação, a considera encerrada. A direção do DCE faz campanha pelo fim da greve e aprova indicativo no comando de greve (esquizofrenicamente formado PR maiorida de delegados que não estão em greve).

A reitoria aumenta sua intransigência por causa da fraqueza demonstrada pela direção do DCE, que tem alardeado que a greve e a ocupação vão acabar no próximo dia 06/11.

Essa mesma direção que, na assembleia de 31/01, se colocou pela rejeição do acordo com a reitoria e manutenção da greve, com a exigência de que se rediscutissem os eixos e principalmente a não aceitação da repressão. O que foi que mudou quanto a isso nesses poucos dias? NADA!!!  A direção do DCE volta atrás e capitula diante da reitoria, defendendo o mesmo termo que rejeitou a poucos dias em troca de nada!!

PSol/PSTU armaram a conciliação com a reitoria/governo: separaram as reivindicações em eixos e bandeiras para negociar somente os eixos, considerados passíveis de acordo. As reivindicações de democracia radical, que dependiam de uma derrota política total da reitoria pela força da mobilização, como o governo tripartite, foram deixadas de lado, caracterizadas de “bandeiras” do movimento, que não servem ao conchavo. Essa direção se deu mal, porque a reitoria se mostrou intransigente, diante da tática de mobilização limitada e voltada ao entendimento, defendida pela dupla PSol/PSTU. Agora, afirmam desesperadamente que há conquistas que devem ser asseguradas, quando só existem reafirmações de promessas vãs.

É preciso dizer NÃO à política conciliadora da direção do DCE e ampliar o movimento, rompendo o corporativismo dos cursos, indo às ruas e unindo aos demais movimentos sociais.

Rechacemos a farsa da “negociação” de Rodas! Aprovemos a continuidade da greve! Derrotemos o reitor/governo pela força das manifestações de rua!

Todos à assembleia geral estudantil! Contra a capitulação da direção do DCE, aprovemos o fortalecimento da luta!

Pela manutenção da greve e contra a intransigência do governo/ reitoria

Não há vitória nem conquista no termo apresentado pela reitoria! A negociação é uma fraude! O novo pedido de reintegração de posse da reitoria, concedido pelo Tribunal de Justiça, juntamente com a garantia de que haverá novos processos, a negativa em retirar os antigos, de uma estatuinte fraudulenta, submetida ao CO, das eleições diretas submetidas à estatuinte e por sua vez ao CO, da entrega dos blocos K e L só em promessas, assim foi na campanha eleitoral do Rodas em 2010, mostram a farsa da negociação. A reitoria, vendo as mensagens do DCE de convocação para votar o fim da greve, nem mesmo se deu ao trabalho de marcar nova negociação. Considera a questão encerrada.

O movimento estudantil da USP deve rechaçar o acordo! Manter-se em greve é ir às ruas pela conquista de todas as reivindicações pela pressão da ocupação das avenidas!

O reitor não se dobrará a um movimento que se isola dentro da universidade, só se dobrará diante do movimento radicalizado que toma as ruas, empunhando bandeiras que unificam a juventude, ao redor da defesa de educação a todos, por meio da expropriação sem indenização de toda a rede privada de ensino. Empunhando alto a bandeira de uma universidade autônoma, independente do Estado reacionário da burguesia. Que a universidade seja gerida por um governo da maioria, na forma do governo tripartite, eleito com voto universal em assembleia geral universitária e com mandato revogável, varrendo toda a casta burocrática do controle da unversidade.

A única certeza que a negociação traz é que a repressão virá! Combateremos a reitoria e o Estado policial nos mantendo unidos em greve e em luta radicalizada, AGORA! Não para ano que vem, mas imediatamente. Vamos impor a legitimidade de nossas reivindicações e métodos de luta a esse reitor autoritário e repressivo.

Encerrar a greve é entregar de bandeja as cabeças de nossos camaradas à reitoria. É se curvar diante de sua intransigência, é aceitar que nos acuse de baderneiros. É abandonar nosso grito da primeira assembleia, de “SEM REITOR”, e ceder ao autoritarismo.

Todos à assembleia geral pela continuidade da greve com piquetes! Quarta-feira às 18h na reitoria!

CORRENTE PROLETÁRIA ESTUDANTIL

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