Não vai ter copa! Ou vai?

Via Comitê Popular da Copa.

Por que protestamos contra a Copa do Mundo de 2014? 

Conheça 10 motivos pelos quais protestamos contra a Copa:

– 250 mil pessoas foram ou serão removidas de suas casas no Brasil, em razão de obras justificadas pela realização da Copa do Mundo e das Olimpíadas;

– A Copa deixará uma série de elefantes brancos – isto é, obras caras, vultosas, mas subutilizáveis. Os milionários estádios de Natal, Brasília, Cuiabá e Manaus só deverão estar cheios durante o megaevento. Depois, pela média de público dos campeonatos locais, deverão ficar às moscas.

– Ao contrário do que foi prometido, grande parte das verbas utilizadas na construção ou reforma dos estádios vem do cofre público: por meio de financiamento via BNDES ou pelo aporte de governos estaduais;

– Para poder receber a Copa do Mundo, o Brasil teve de assinar um termo no qual se compromete a mudar tudo o que for necessário em suas leis para se adequar às exigências da FIFA. Assim, o país abriu mão de sua soberania para atender a uma entidade privada

– Serão criadas verdadeiras “zonas de exclusão” durante a Copa do Mundo: a FIFA será responsável por áreas com raio de até 2 quilômetros em torno dos estádios e outras atividades oficiais do megaevento, onde apenas pessoal autorizado poderá praticar comércio;

– Apesar das promessas de que a Copa irá oferecer oportunidades de trabalho aos brasileiros, vendedoras ambulantes, pequenos comerciantes e artistas de rua estão impedidos de trabalhar nas zonas da FIFA e de comercializar símbolos nacionais relacionados ao evento. Tudo isso ficará nas mãos da FIFA e de suas empresas parceiras, como a Coca Cola.

– A FIFA e suas empresas parceiras terão isenção total de todos os impostos brasileiros, seja na esfera municipal, estadual ou federal, privando os cofres públicos de pelo menos 1 bilhão de reais (segundo estimativas do próprio governo brasileiro);

– Para poder receber a Copa do Mundo, governos e clubes foram obrigados a construir e reformar estádios obedecendo a um “padrão Fifa de qualidade”. A princípio,tratam-se de novidades positivas, mas que só resistem ao nível da aparência. Na prática, há um trágico efeito colateral em curso: a elitização dos jogos, que, agora, devem ser frequentados apenas pela classe alta que pode pagar ingressos caros e comprar nas lojas instaladas nos estádios;

– Em nome da Copa do Mundo, o Estado brasileiro expandiu seu aparato repressivo: além de ter gasto bilhões de reais em armamentos e novos grupos policiais, foram criadas novas tipificações penais para enquadrar manifestantes no código penal;

– O Ministério da Defesa publicou um documento, intitulado “Garantia da Lei e da Ordem”, na qual classificam “movimentos ou organizações” como “forças oponentes”, assim como qualquer pessoa ou organização que esteja obstruindo vias de acesso (mesmo que de forma pacífica), “provocando ou instigando ações radicais e violentas”. Contra esses, o governo autoriza as Forças Armadas a agirem;

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