O absurdo de escolher contra o que vamos lutar

A vida nos dias de hoje é tão massacrante. Ficamos tão atolados de coisas para fazer, que acontece um fenômeno absurdo. Chegamos ao disparate de ter que escolher as lutas que temos que lutar.

Isso mesmo, para aquelas pessoas que se importam com os demais, para quem acredita que exista vida além da sua, é quase sempre necessário fazer uma escolha.

Se vamos lutar contra racismo, contra o machismo ou contra a homofobia, por mais que sejamos contra todas estas coisas não conseguimos dar conta de todas as demandas, estudar o assunto, militar, atuar nas frentes de enfrentamento. Sim, porque não basta o ativismo puro, é preciso o ativismo teórico, é preciso conhecer bem o assunto, saber quais são as contradições que nele se apresentam, é preciso conhecer os argumentos contra e a favor.

Pois bem, é preciso escolher se vamos lutar contra o preconceito contra imigrantes, pela legalização da maconha, pelo marco civil da internet, pela redução das tarifas de transporte, pelo transporte, contra a copa do mundo, pelo aumento do salário dos professores ou em tantas outras lutas tão válidas quanto estas e tão necessárias e simultâneas.

O que precisamos perceber é que todas estas lutas, sem exceção, fazem parte de uma mesma luta maior. A luta contra o capitalismo!

É o capitalismo imperialista que enfrentamos em todos os âmbitos de nossa vida que produz as desigualdades e contradições nos colocando diante da miséria, da fome, da pobreza e ao mesmo tempo do acumulo de riquezas de uns poucos. É este capitalismo que nos força a ir para as ruas, nos força a lutar.

Não lutamos porque achamos divertido ou porque o gás lacrimogêneo cheira a rosas, lutamos porque nos é dada uma função ontológica de não aceitar a supressão dos nossos direitos mínimos de existir com dignidade.

Lutamos porque nos é dada uma função epistemológica de conhecer um outro mundo possível e torna-lo concreto.

Lutamos porque nos é dada, também, uma função axiológica já que os miseráveis do mundo passam fome hoje, já que as subcondições de vida existem agora e, se precisamos transformar o amanhã, precisamos ainda mais transformar o hoje!

Pois bem, a proposta que fica aqui é que percebamos que todas as lutas de hoje e amanhã fazem parte do sistema capitalista. E sendo assim é contra ele que precisamos voltar todas as nossas armas. É contra ele que precisamos empenhar todos os nossos esforços. Porque uma vez o capitalismo acabado, na sociedade que se erguerá, a sociedade socialista, não fará mais sentido o racismo, o machismo, a homofobia, a exclusão social, etc…

Lutamos!

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