Por que NÃO exonerei de meu cargo efetivo de Professor da Educação Básica II do Estado de São Paulo depois de somente 3 semanas

Decidi escrever este post para responder o texto do Felipe Queiroz (Por que me exonerei de meu cargo efetivo de Professor da Educação Básica II do Estado de São Paulo depois de somente 3 semanas), afinal ele teve uma repercussão tão grande que não poderia ficar sem uma resposta – imagino que exitam outras, mas não achei. Ainda que minha resposta não vá atingir nem perto dos mais de 5000 compartilhamentos do texto dele.

Pois bem Felipe e outros interessados/as, entramos quase juntos no cargo de professor efetivo do estado de São Paulo (entrei em 10/03) e toda a burocracia para isto que você coloca é verdadeira, não foi fácil pagar 350,00 para fazer exames sem antes ter o trabalho que vai te pagar o dinheiro para pagar os exames…  confuso não?

Todas as dificuldades que você coloca estão de fato na escola, não é invencionice nenhuma. Mas por que raios então vou responder um texto que só estou concordando. Porque a parte que discordo é essencial. E se for retirado todo o luxo e as perfumarias da vida, o que nos sobra é isso, essência.

 O que podemos saber sobre qualquer trabalho em apenas 3 semanas? Começo por aqui. Não é possível nenhum conhecimento prático substancial tão rápido, 3 semanas é um tempo suficiente apenas para se familiarizar com as pessoas. Ah, mas é possível o conhecimento teórico. Isso sim, mas a práxis que nos fala Paulo Freire não aceita apenas este tipo de conhecimento como tradução da (de uma) verdade. É preciso a união da experiência e da teoria. E meu amigo, 3 semanas não são suficientes. Estou chegando ao meu segundo mês (10/05) e ainda me sinto como uma criança, tateando as relações e as estruturas, não me sinto apto para dizer muita coisa sobre qualquer assunto na escola. Somos eternos aprendizes, mas com 3 semanas, nem sabemos o que precisamos aprender.

O mais grave no seu texto é a postura derrotista diante do mundo. A economia mundial já mostra a muito tempo sinais de decadência. O estado brasileiro está falindo, o governo do PSDB no estado de São Paulo é mesmo a pior praga que este lugar já enfrentou, mas fugindo e justificando/transformando esta fuga num ato heróico não esta contribuindo em nada para a transformação da sociedade, para a revolução. E por falar em revolução. você diz:

Enquanto uma revolução não acontece, sigo com meu esboço de projeto de vida. Estado de São Paulo, volto só se mudar MUITO a conjuntura.

Pois bem, a revolução não é algo mágico que chegará sem arregaçarmos as mangas e irmos para a batalha. A revolução não é uma entidade abstrata que virá sozinha quando chegado o tempo. A revolução será dada pela revolta das massas contra este sistema opressor que nos envolve e nos massacra. O sistema capitalista.

É preciso, diante de todas as contradições da escola pública brasileira, se colocar como um agente verdadeiro de transformação. Não transforme sua falta de vontade de continuar nesta luta tão difícil, num ato valente, mistura de heroísmo e revolta. Na minha humilde opinião os/as verdadeiros/as heróis e heroínas desta batalha são os estudantes e as estudantes que enfrentam todos os dias as péssimas condições que conhecemos e além disso, um sem numero de professores e professoras pouco preparados/as para lidar com as demandas de um novo tempo.

O sindicato é pelego? Então estarei na chapa de oposição, discutindo com os outros professores que estão alienados do processo ou cansados demais para entrar nesta briga outra vez. Tentando varrer para fora do sindicato uma gestão que já dura 34 anos e só fez com que os salários dos professores e das professoras se desvalorizassem neste tempo.

Os/As estudantes preferem brincar ou mexer na internet ao invés de prestar atenção na sua aula? É hora de reconhecer que sua aula está dentro do modelo tradicional de educação que é um lixo. Que não ensina nada. que é baseado na cópia, que não faz pensar, que quando muito faz os/as estudantes decorarem formulas e tabelas que nunca vão usar. É preciso reconhecer que você não faz tão bem aquilo que aprendeu fazer – talvez porque quando aprendeu já não foi feito muito bem, basta olhar para as aulas nas universidades brasileiras. E talvez seja hora de perceber que é hora de mudar. Já experimentou ouvir os/as estudantes e levar a sério o que eles/elas disserem? É preciso parar de reproduzir as estruturas massacrantes que estão sobre nós, educadores e educadoras, sobre os/as estudantes. Parar de ser repressivos e repressivas pelos diversos métodos de coerção existentes nas escolas como provas, suspensão, mandar para diretoria, ponto positivo, ponto negativo, estrelinha na testa, etc.

As estruturas físicas são ruins? Vamos brigar para que tenham melhores e fazer a denuncia destas condições, nos organizar como coletivo dentro da escola e descobrir onde estão os buracos.

O salário é baixo? (e é mesmo)… Vamos nos organizar e varrer para fora esta gestão pelega do sindicato e lutar pela melhoria dos salários. E se não conseguirmos tirar está gestão, não importa, passemos por cima dela. O sindicato é a organização representante dos trabalhadores, mas se não luta pela melhoria das condições de vida da sua classe deve ser ignorada. Não conseguiremos as restituições salarias de tantos aos numa mesa de negociação. É só através da luta, das greves e ocupações que esta tarefa se tornará possível.

Imagem

E claro que tudo que digo aqui exige demais dos educadores e educadoras que além da escola tem muitas vidas para levar, outros trabalhos, família, estudos, etc. Justamente por isso é que reforço a importância da organização. Não somos apenas indivíduos, somos seres sociais e coletivos e é assim que conseguiremos agir. Isoladamente não será possível.

Ainda acho que um dos problemas para a grande exoneração dos ingressantes na rede pública é a elevada expectativas de trabalho transformador que os jovens formados em grandes universidade têm. Pois bem, acho que devemos abaixar nossas expectativas neste sentido, porque a transformação da vida de um/uma jovem do ensino médio, por exemplo, vai muito além das suas duas aulas semanais de física (meu caso). A estrutura social condiciona o ser, não o contrário. Por mais que eu faça todo meu discurso pensando no socialismo e apontando para eles/elas as contradições do sistema, toda a vida deles/delas está condicionada por este sistema. Então a briga paralela que devemos ter é pelo fim deste sistema opressor que não deixa chances de mudança para os/as jovens e condiciona à uma decepção quase sem volta, outros jovens, aqueles que ingressam na carreira docente.

________________________________________________________________

Textos relacionados:

Replica do Felipe nos comentários.
 
O absurdo de escolher contra o que vamos lutar
 
A Escola Reprodutora
 
Universidade pública, você merece estar lá?
 
Educação e Política ou Educação-política

 

Anúncios

13 comentários

  1. ha só: não considero minha aula um lixo, não é baseada em cópias e decorar tabelas. Faço o melhor possível no meio de tanto caus!

    Curtir

  2. Amigo, li seu post (sim, ele chegou a mim), e sinto-me honrado pela resposta. Na realidade não imaginava que ele teria uma repercussão tão grande como teve. Aqui na minha “réplica” cabem esclarecimentos que eu não poderia colocar no meu próprio texto, com o risco dele se tornar grande demais, ou até mesmo maçante. Aconteceram, inclusive, muito mais coisas na ordem de acontecimentos infelizes.

    Em primeiro lugar, admiro e respeito os que ficam. Mas, volto a dizer, estando em uma rede também pública (municipal) bem melhor, é IMPOSSÍVEL não fazer comparações, e muito improvável dar aula com o mesmíssimo esmero e animação. E, dizendo novamente: rede pública, mesmo público – os filhos da classe trabalhadora, que eventualmente moram em favela e palafita, tenho aluna que mora em abrigo, etc. Não estou falando de redes dos tubarões do ensino privado. Para ficar só na questão salarial (porque a infraestrutura humilha, e olha que é uma prefeitura tucana também), volte pro meu texto e veja a diferença de rendimentos, e por conseguinte pense na possibilidade de complementar a carga, na oportunidade de dar aula em uma escola só, etc. Pense também que, na UNIFESP, caiu no meu colo a chance de participar de dois grupos de pesquisa, logo, por que eu não largaria o osso? Praticamente qualquer oportunidade torna-se melhor ou menos pior…

    Sobre as três semanas: sim, é realmente muito pouco, e corro o risco de errar. Mas mesmo tendo um conhecimento essencialmente “de fora” da rede estadual (tenho amigos e camaradas que dão aula na rede estadual há anos, participo de uma corrente sindical onde há inclusive ‘categorias O’ militando) além dos três anos, parece que consegui “dar dentro” de acordo com muitos colegas. O problema não é este, mas sim o seguinte: quantos jovens professores não se desanimam como eu? E isto não é muito nocivo? É incrível que já recebi pelo menos cem testemunhos de pessoas que sentiram a mesma coisa que eu, e que já se exoneraram ou se exonerarão após julho no máximo. Isso é muito preocupante! E sim, eu me organizo, eu luto, milito desde 2004 e quando servidor federal fui diretor da seção sindical do SINASEFE, indo para Brasília várias vezes. Já cheirei gás lacrimogênio em tempos bem anteriores ao meio ano de 2013, vide “Revolta da Catraca em Florianópolis” no Youtube. Mas me dou o direito de militar onde tenho mais pernas e mais bala na agulha (afinal, estudando e trabalhando não tenho como abraçar o mundo!), onde posso ser mais efetivo, e esse lugar definitivamente não era no movimento sindical da APEOESP. Não mesmo. Já participei de assembleias da APEOESP na Praça da República em São Paulo, quando nem pensava em ser professor do estado, e sei como funciona.

    Sobre minha postura em sala de aula, posso garantir que, apesar de existir aspectos tradicionais (na sua também tem, na de todos têm!), ela não é essencialmente tradicional. Tens a permissão inclusive de conversar com o terceiro ano do médio onde dei aula, e muitos do oitavo: eu era o “professor engraçado”, o “professor zica” (no bom sentido da atual linguagem funkeira). Mas veja que fui impelido inclusive a avaliar meus alunos quando era totalmente impossível avaliá-lo, pelo “sistema”. E, volto a dizer, é IMPOSSÍVEL ensinar Geografia sem mapa na educação básica. Sim, IMPOSSÍVEL, para o básico do básico do básico do conteúdo. Posso ser o professor mais inovador, porém não dá, e acho indigno eu andar de uma escola para a outra com um mapão. Mas parece que pro Estado, que já emitiu livro com dois Paraguais na América do Sul, pouco importa. Não sou conteudista, mas é necessário ensinar o conteúdo que é ESSENCIAL, e digo, era impossível ensinar; quer por condições objetivas (as quais cansei de relatar), quer por condições subjetivas (minhas E dos estudantes). E olha que já dei aula em assentamento do MST, não preciso de estrutura de ponta não…

    A única coisa que discordo do seu texto é a culpabilização do professor, que quando os alunos não prestam atenção na minha aula a culpa é minha, porque não adotei uma postura inovadora, sócio-progressista, sócio-construtivista, freiriana, etc (e olha que adotei sim!). NÃO! Esses alunos são resultado de uma gama de ações familiares, da própria escola (que às vezes é até uma instituição anti-educativa), e dos atuais meios de comunicação, quando muitas vezes. E, volto a dizer, além da barbárie estar estabelecida, a própria escola às vezes atrapalha e algema suas mãos. Na maioria das vezes, a culpa menor é do professor, que é a bucha de canhão do processo todo!

    Abraços camaradas.

    Curtir

    1. MINHA AMIGA EXONEROU EM 2013, DEPOIS DE 20 ANOS E EU EXONEREI EM 2014, DEPOIS DE 15 ANOS , 12 NA MESMA ESCOLA….A EDUCAÇÃO CAIU DENTRO DE UM BURACO, DEFINHA…..SEMPRE FUI COMBATIVA, EXIGENTE, PROFESSORA DE MATEMÁTICA QUE ADORA HISTÓRIA, GEOGRAFIA, PORTUGUÊS, ARTE, FILOSOFIA…ENFIM…CONCORDO COM OS DOIS, MAS MUITO MAIS COM QUEIROZ…..TENHO OUTRO CARGO MUITO MELHOR E PUDE ESCOLHER ….FIQUEI E FICO DOENTE COM ALUNOS DESAFORADOS, DESCOMPROMISSADOS, QUE NÃO QUEREM SABER DE NADA, NADA, NADA, DROGADOS, ETC…..É MUITO PRA NÓS PROFESSORES !!! NÃO SOMOS ESPECIALISTAS EM SAÚDE PÚBLICA, EM FORMAÇÃO DISTORCIDA DA FAMÍLIA…..DÁ PRA DEFENDER UMA TESE AQUI…..MAS EU SÓ QUERO PAZ !!! CHEGA DE ESTRESSE !!! ADEUS ESTADO E OBRIGADA ATÉ AQUI.

      Curtir

  3. Muito bom o debate entre ambos, manteve o nível e provocou a reflexão sobre os dois pontos de vista. Confesso que me incomoda a figura do professor como culpado, no entanto também acredito que a mudança pode e deve começar por nós. Abraços!

    Curtir

    1. E o debate é isso (construção e desconstrução),mas sempre respeitando as opiniões opostas. Nós convergimos e divergimos, o que é natural no debate democrático. Me incomoda também, colocar a culpa nos companheiros(as), sobretudo, no processo de aprendizagem. Como também fico incomodado com a postura de alguns companheiros(as), que não fazem nada para mudar essa realidade. Educação é coisa séria.

      Curtir

  4. Li o texto dos dois, ambos tem razão, mas o que mais se enquadra a realidade atual é o Felipe. O problema é quase irreversível, haja vista a decadência que se acentua e a visão de um futuro imutável. Tudo acaba convergindo a política e no caso paulista… rsrs somos obrigados a falar de PSDB o partido da engenharia numérica em suas ações e resultados kkkkk e por último também o caráter reacionário paulista. ” OS PAULISTAS MERECEM O GOVERNO QUE TEM” E A POLÍTICA BRASILEIRA, EM SUA GRANDE MAIORIA, SÓ SE FAZ COM CONCHAVOS E INDIVIDUALISMO. O INÍCIO DA MUDANÇA SÓ HAVERIA COM O INÍCIO DE UMA NOVA POLÍTICA QUE AINDA NÃO ENXERGO.

    Curtir

  5. “Deve-se convencer muita gente de que o estudo é também um trabalho, e muito cansativo, com um tirocínio particular próprio, não só intelectual, mas também muscular-nervoso: é um processo de adaptação, é um hábito adquirido com esforço, aborrecimento e até mesmo sofrimento. A
    participação das massas mais amplas na escola média traz consigo a tendência a afrouxar a disciplina do estudo, a provocar ‘facilidades'” (GRAMSCI, 2004, p.51-52).

    Começo pela excerto acima para fazer algumas considerações a respeito do debate aqui colocado.

    1º Discordo de que seja possível qualquer aula de Escola Pública no Brasil ou do mundo ser melhor ou mais divertida que jogar vídeo game ou joguinhos de celular, por exemplo. Concordo com Gramsci que estudar é trabalho, trabalho duro e que muito da pedagogia contemporânea não leva isso em consideração. Dizer que a aula do professor vai ser mais gostosa que usar o celular, todos os dias, parece coisa de gente que não dá aula. Discurso que nada tem a ver com a tal práxis aqui reivindicada.

    2º Outros conceitos foram trazidos a baila aqui no debate, como alienação, etc. Penso – como Marx – que o processo de alienação é um processo universal no capitalismo e assim sendo não há trabalhador que escape dele. Todos que trabalhamos somos alienados, a diferença é que há os trabalhadores que sabem da alienação e os que não sabem, no entanto, todos somos alienados, já que somos separados do produto do nosso trabalho e recebemos por ele apenas um salário.
    3º Seguindo por essa linha de raciocínio, a pergunta que se faz é: Em uma sociedade capitalista, em que o trabalho se proletariza – inclusive o do professor- é possível que o trabalhador escolha seu emprego? Para nós professores – trabalhadores alienados – há a possibilidade de escolher melhores condições de trabalho? A resposta é não!!! A maioria dos professores que se encontram na condição de exploração extrema não tem alternativa. Não há – para a maioria – a possibilidade de escolha. E os que podem escolher se exoneram, seja em 3 semanas, seja em um ano, seja em um dia. O que faz a diferença nesse tempo de escolha é a possibilidade, é a alternativa de escolha se ela existir, qualquer um com dois neurônios cai fora.
    4º Outra coisa que nós professores ingressantes – ingressei no Estado em 2012 – não podemos ser é arrogantes, achar que as pessoas que estão dando aula no Estado são mal formadas, que não conseguem dar aulas porque não refletem sobre sua ação. Que o sindicato não muda porque os trabalhadores não se movimentam e tal… Essa é só uma face da moeda. Não se trata apenas de um elemento da vontade, há toda uma estrutura social além e maior que o indivíduo.
    5º Por fim, penso que Felipe acerta em partes em expor seu motivos por ter se exonerado do seu cargo, no entanto, como disse acima, o central é que ele tinha outra alternativa. A resposta ao Felipe, que se encontra nesse site, também tem algo interessante que é estimular os trabalhadores a lutarem, no entanto, é arrogante e não considera que qualquer pessoa que tenha uma alternativa melhor de vida vai procura-la.

    Abraço a todos
    Alexsandro Lelis Moreira
    Profº de Sociologia

    Curtir

  6. Oz, não entendi essa parte,,,,”Ainda acho que um dos problemas para a grande exoneração dos ingressantes na rede pública é a elevada expectativas de trabalho transformador que os jovens formados em grandes universidade têm.”
    Ouço professores antigos da rede usando isso para culpabilizar os professores novos…se a gente não entrar com expectativa, nem entra…

    De resto, ótimo debate. Precisamos mesmo conversar cada vez mais sobre isso…Abc

    Curtir

  7. Cansei de ouvir tanta demagogia… só conhece a realidade quem está no combate… a realidade não é nada animadora…

    Curtir

  8. Cai nos dois textos pq quis mesmo retomar a leitura. Pra mim aluno de escola pública é aluno de escola pública em qualquer lugar. Drogas, violência, família desestruturada, pobreza, falta de idéias de vida são questões comuns em todas as redes (municipais e estaduais) o que me deixa muito aflita é que comparar as duas redes colocando como ponto central a questão salarial é tão pequeno, mesmo pq é uma realidade modificável. O que não se modifica é as condições de trabalho. Eu como professora da rede estadual somente gostaria fe trabalhar em um local com mais ética e com mais profissionalismo. A partir desses dois pontos com certeza sentiria a motivação necessária para lutar no coletivo. Acho tbm que muitos professores da rede assustam os novatos, diretores tbm…há muito desrespeito e despreparo para recepcionar e orientar quem está começando. Uma colega de mestrado outro dia me disse que quando estava começando na rede foi conversar com um professor em uma escola grande da cidade e este falou tantas coisas que ela saiu tão carregada de negatividade que exonerou. Não posso ser ingrata. Tudo que conquistei (até meu projeto de pesquisa para o mestrado) devo a rede pública estadual de ensino. Eu apenas queria trabalhar em um local que eu pudesse ter com quem contar e não com quem competir. Quanto as prefeituras pagarem melhor…acho muito bom, mas sei que as condições e o aluno são os mesmos…temos a competitividade e a falta de ética imperando.

    Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s