Os pequenos fascismos de nossa vida cotidiana

Lindo texto. Vale muito a pena ler…

Utopando tudo

Sou diariamente pressionado a não confrontar a imposição da ordem das coisas. É como se a todo momento eu estivesse em um rodamoinho, num vórtice do qual eu não consigo escapar por mais que eu dê braçadas ou busque recursos para dele me desprender. Não um vórtice líquido, mas etéreo, de uma matéria que, mesmo sem existir, me captura e me transforma na própria matéria. Como se, além de ser vão ou inadequado confrontar o que me oprime, fosse necessário reproduzir a própria ordem e confrontar quem confronta a ordem imposta. Como se fosse uma regra da qual não se pode fugir.

Questionar a tetrapakzação da vida é ser chato, impertinente, inadequado, indisciplinado, errado, egoísta, incivilizado, intolerante, desrespeitoso, amoral, insociável, desajustado. A imposição não está numa repressão física imposta diretamente ao meu corpo. Ninguém me põe uma mordaça ou me amarra para me impedir de ter uma vida diferente. Mas a simples indisposição das pessoas em entender…

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