Uma crítica às escolas de resistência, democráticas, libertárias…

Sempre escrevo aqui sobre as escolas de resistência, democráticas, livres etc., além disso sempre falo sobre a necessidade da transformação da educação e da sociedade. Faço críticas ao modelo tradicional e tudo mais. Mas será que estas escolas alternativas (péssimo nome, já que alter-nativo é aquilo que é o contrário ao nativo, natural. Nesta lógica as escolas tradicionais seriam as naturais… espero que não) não recebem críticas? Será que elas estão imunes aos ataques de opositores? Óbvio que não. Elas recebem sim, e vou colocar aqui uma das críticas que este modelo de educação vem recebendo.

As principais críticas sofridas por este movimento – que acaba sendo incluído no movimento da Escola Nova, no construtivismo e na própria personificação de Jean Piaget – vem, ironicamente, de pedagogos marxistas como SAVIANI, 1985 e do grupo de pedagogia histórico-crítica (MARSIGLIA, 2011, pg. 121), onde apontam para a questão do conteúdo como sendo o maior problema destas pedagogias democráticas, libertárias etc. De fato, colocam o problema do conteúdo associado a ausência de pensamento histórico e sendo assim, um golpe burguês de negação da história para manutenção do status quo.

Para eles a ausência de pensamento histórico sistemático compromete o entendimento do conhecimento e da construção histórica que se fez deste conhecimento.

Também apontam que estas escolas negam o conhecimento humano construído e assim não permitem quem os filhos e filhas da classe proletária possam disputar o mundo com os filhos e filhas das classes abastadas.

Não vou colocar neste momento a minha resposta para este problema, tampouco a resposta das escolas para o problema do conteúdo. Vou deixar como algo para pensarmos e em outro momento volto aqui com minha possibilidade de resposta.

 

Referências

MARSIGLIA, A.C.G. (Org.) Pedagogia histórico-crítica: 30 anos. Campinas: Autores Associados, 2011. 121 p.

SAVIANI, D. Escola e democracia: teorias da educação, curvatura da vara e onze teses sobre educação e política. 7. ed. São Paulo: Cortez Editora; Autores Associados, 1985.

 

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