Sobre EUA e Cuba ou O fim do capitalismo se aproxima

Esses dias eu publiquei na minha página do facebook um comentário sobre as declarações de Raul Castro e Obama sobre o retorno das relações entre EUA e Cuba. Meu comentário, que pediram para explicar melhor, foi o seguinte:

O sistema capitalista vive sua última fase, o imperialismo monopolista, está em decadências e a crise de 2008 foi sua maior prova. Os países em desenvolvimento, os BRICS, como ainda tinham espaço para crescer não sentiram tanto a crise, ou estão no efeito retardado dela. Aquilo que o Lula chamou de “marolinha” aqui no Brasil, podia ser o refluxo de uma onda muito grande que ainda estava por vir.

Os países desenvolvidos no entanto, não tem mais espaço para o crescimento. O capitalismo em si não possui mais espaço para crescimento. Mesmo em épocas passadas que estava em crises severas pode crescer devido a destruição de forças produtivas. O melhor exemplo disso são as grandes guerras que dizimou milhões de pessoas (força de trabalho) e meios de produção (maquinas, tecnologia, infraestrutura etc). Diante de um cenário deste é claro que era possível crescer e dar para as pessoas a ilusão de que o capitalismo ainda podia melhorar a vida delas. Não pôde, não pode.

Vivemos hoje outra profunda crise, a industria já se encontra em recessão há alguns anos, o desemprego aumenta, o abismo social entre os mais ricos e os mais pobres só faz crescer, os protestos pelo mundo mostram que a população começa a se cansar de migalhas dadas pelos governos para as massas em contrapartida dos bilhões e bilhões que usam para salvar bancos e grandes empresas.

Para quem ainda acha que o capitalismo não é esse monstro tão feio quanto eu pinto, veja alguns dados…

Na década de 80, nos EUA, 1% da população controlava 15% da renda. Nos anos 2000 esse numero passou para 25% (maior concentração de riqueza na mão de poucos). No Brasil a coisa é ainda pior.

A única forma dos países que vivem a crise mais profundamente crescer é conquistar mais mercado. A China é o grande mercado-potencial dos EUA. O Brasil também, afinal porque tanto interesse, visitas, comunicação conosco? O único local do mundo que não era mercado para os EUA era Cuba. Por mais que seja pequena, o potencial estratégico pela localização e pelos anos do embargo financeiro mostram que será um ótimo ponto de mercado, em outras palavras, mais um espaço para crescimento dos EUA. Em termos marxistas, mais uma fonte de especulação, exploração e lucro para os estadunidenses.

Neste sentido a nossa presidenta (coração valente/guerrilheira) faz um belo desserviço para a população ao comemorar o estreitamento das relações Cuba-EUA e ainda agradece em rede nacional ao Papa pelo feito!!! Desserviço por ignorar o estado laico e de quebra não se colocar minimamente criticamente diante da situação. Fazendo o Brasil parecer uma criança no meio de uma conversa de adultos.

Depois disso qual será a forma do capitalismo em decomposição encontrar espaço para crescer? Destruição das forças produtivas, ou seja, guerra!

Estejamos preparados. Assim como qualquer sistema na história da humanidade ruiu, o capitalismo também vai. É só uma questão de tempo.

Um mundo socialmente justo é possível!

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(mas só se for sem o monstrinho)

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