Machismo contra Dilma vs. Política burguesa do PT

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Houve SIM machismo com a Dilma em sua posse! (link)

Houve SIM preconceitos de várias naturezas e isso não deve ser tolerado!

Homens que tem consciência que são machistas em desconstrução devem se levantar contra isso, porém sob a liderança do feminismo!

É importante lembrar aqui que são as/os oprimidas/os que devem liderar seus próprios movimentos. O movimento negro deve ser liderado pelos negros e negras. Outros podem apoiar, mas nunca liderar. Assim como não vamos querer que a elite diga quais devem ser os movimentos de luta dos proletários e proletárias. O mesmo vale para a luta contra a opressão que as mulheres sofrem. Podem ter apoio de homens, nunca diretrizes.

Voltando ao caso Dilma, precisamos olhar com calma. O ocorrido NÃO implica nas péssimas escolhas para o ministério (Link). O PT, como um partido burguês, continua desenvolvendo sua política. Atacando os direitos dos trabalhadores/as e defendendo os interesses do capital e dos capitalistas. Sua política só amplia o abismo social entre ricos e pobres no Brasil e, pior de tudo, imobiliza as massas com o controle de sindicatos e o assistencialismo.

O que tenho visto em minhas redes é petistas usando o machismo sofrido para jogar uma pá de cal na destruidora política do PT.

São duas lutas paralelas, a luta contra o machismo e a luta contra o capitalismo. A luta contra o machismo ganhou muita força em 2014. Muitos coletivos surgiram e, tanto no facebook como no mundo real, percebi uma ampliação gigantesca nos diálogos e na luta. No último dia do ano o Sakamoto escreveu um texto que falava sobre isso e foi amplamente divulgado (link). Mas sugiro que se quiser saber mais sobre o assunto deve procurar os grupos de frente deste movimento (Coletivo Jandira, Coletivo Feminista da Unicamp, Blogueiras Feministas, Mulheres em Movimento, Feminismo Sem Demagogia, Movimento Mulheres em Luta e tantas outras).

A outra luta é pelo fim de toda opressão do ser humano sobre outro ser humano. A luta pelo fim do capitalismo. As várias opressões que existem no mundo são manifestações da opressão sistêmica do capitalismo. Faz parte de uma expressão da sociedade classista em que vivemos e que segue liderada pela classe burguesa. Esta luta, por ser classista, deve ser liderada pela classe proletária, homens e mulheres que têm nas mãos o controle da produção social, mas se encontram massacrados pela opressão política da classe hegemônica, a burguesia. Desta forma devemos atacar os partidos burgueses (O PARTIDO NÃO A PESSOA) que utilizam de uma política alienante para silenciar as massas.

Embora o capitalismo seja o fio condutor destas duas ações (machismo e política burguesa), uma não deve justificar a outra e nós, militantes de esquerda, devemos ter bem claro esta separação. Principalmente quando um fato como este acontece e é usado por militantes mal intencionados para iludir a população.

Enquanto houver fome, miséria, exclusão e opressão o sonho socialista permanecerá vivo!

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