Sobre a greve dos professores: governo pressionado é obrigado a apresentar propostas, mas não passam de migalhas!

Nós professores do Estado de São Paulo acabamos de sair da reunião de negociação com o governo. Como imaginávamos o secretário de educação ofereceu apenas migalhas para os professores!

Isso é importante para mostrar que o governo foi obrigado a oferecer alguma coisa porque está pressionado, não por que decidiu agora, 60 dias depois do início da greve, por pura “bondade”.

Até agora o governador aparecia na mídia para dizer que a greve não existia, que era de uma absoluta minoria (5%), que não negociaria com professores em greve etc. Eis que mais uma vez o governador Geraldo Alckmin mentiu para a população, assim como fez com a falta de água, com o racionamento e tantas outras vezes que foi na mídia para negar um problema e transparecer a normalidade. A greve existe e está forte! Mesmo com os salários cortados os professores seguem lutando.

Vamos às propostas apresentadas.

1) Os professores pedem 75% de reajuste para chegar a equiparação com as demais categorias que possuem ensino superior.

O governo não ofereceu nenhum reajuste neste momento. Apenas sinalizou apresentar uma proposta em Junho para começar a vigorar em Julho.

(reparem, ele nem ofereceu uma proposta concreta, com valores e tudo mais, apenas uma sinalização). Sabemos pelo exemplo dos professores do Paraná (e tantos outros) que não se deve confiar em propostas vagas dos governos.

2) Sobre os professores categoria O, nós exigimos o fim da duzentena.

O governo ofereceu uma troca dos 200 dias que estes professores devem ficar fora da escola por 180 dia!!! Olha como o governo é misericordioso!

3) Outra pauta dos professores é a redução do numero de estudantes por sala de aula. Chegando ao máximo de 25.

A resposta do governo foi: vamos criar um grupo de trabalho para discutir esta questão.

Ou seja, estamos na estaca zero em termos de atendimento de nossas reivindicações, mas não estamos no zero no âmbito político. Afinal o governo foi obrigado a negociar graças a pressão que estamos exercendo pelos métodos de ação direta, que são os métodos legítimos da classe trabalhadora.

Continuemos com assembleias massivas, continuemos ocupando as ruas, avenidas e rodovias, continuemos com as ocupações.

Numa palavra, continuemos a greve!!!

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