Ano Novo?

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Texto criado na virada de ano de 2009 para 2010, mas por eu considerar que permanece atual, fica valendo para este começo de 2016!
 

Chega essa época de festas nós ficamos tão envolvidos que normalmente nos esquecemos de coisas básicas como por exemplo, a superficialidade do conceito de Ano. Pois é, em algumas horas (aqui em Portugal) vamos mudar de ano, na Romênia, no entanto, já é 2010 e no Brasil só duas horas depois daqui. Contudo as pessoas comemoram com uma pontualidade inglesa (por sinal na Inglaterra já estão estourando champagne (será que fazem isso lá?)).


A contagem regressiva praticamente exige relógios atômicos, mas não lembramos que o ano novo no Rio de Janeiro deveria ser ligeiramente diferente do ano novo em São Paulo, afinal estas cidades não estão na mesma longitude do planeta!


A parte tudo isso e pensando um pouco na história, a ideia de ano mudou muito com o tempo, já teve apenas 10 meses (pense no nome do último mês do ano), nesta época o ano começava em Março.

Fisicamente nada muda, para tristeza das pessoas que fazem pedidos, prometem mudanças ou se fiam nas possibilidades que o novo ano inaugura, mas como eu disse, fisicamente nada muda, o que mede o ano, como sabemos, são as voltas que a Terra dá ao redor do Sol e não existe nenhuma marca em sua órbita que determina as contagens. E não pensemos que se assim é, ela já deu 2010 voltas ao redor do Sol, foi um pouco mais, na ordem de 4,5 bilhões de voltas!!!

Ok, sei que quem chegou na leitura até aqui deve estar me chamando de chato, provavelmente estão certos, mas o que disse até agora foi com relação a parte física do mundo. E como sabemos, nem só de física funciona o mundo (e nesta afirmação não vai nada de místico/espiritual)!

Sociológica e psicologicamente falando, muita coisa muda. É importante que exista esta transição, principalmente em nossa sociedade contemporânea, tão estafada, tão sobrecarregada. É a hora de tomar fôlego, de respirar bem fundo e dizer, “Vou continuar!” Ou “Vou mudar tudo!”, é um tempo de renovação e aqueles planos que falei a pouco, agora adquirem grande valor e força, precisamos dos ciclos para nos organizar, planejar e (principalmente) realizar.

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Neste momento, todos/as fecham os olhos por um momento e desejam que as coisas sejam melhores do que no ano que passou, nem precisamos lembrar que fizemos a mesma coisa há um ano e se lembrarmos não tem problema, uma função ontológica do ser humano é não desistir.

Então vamos lá, mais um ano, por mais superficial que seja essa definição, precisamos dela, precisamos nos organizar, nos reestruturar e continuar.

Ao sabermos desta fragilidade do conceito de ano e mesmo assim decidirmos comemorar a virada, estamos sendo sujeitos críticos, que analisa e decide criticamente. Não apenas por uma obrigação social ou religiosa. Este texto mesmo, que reciclo ano após ano, mostra isto. A cada ano que releio o texto percebo pequenas falhas ou mudanças de pensamento, mas sigo acreditando que é o nosso senso crítico que faz com que o próximo ano (2016) seja melhor.

Melhor?

Melhor dentro daquilo que é possível dentro do sistema. Afinal todos aqueles votos que damos e recebemos neste dia (saúde, paz, felicidade) não serão conquistados com o fim do ano e sim com o fim do capitalismo.

Sigamos lutando!

Feliz 2010!

(2011; 2012; 2013; 2014; 2015; 2016)

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