Projeto Escola Sem Partido é aprovado em Campinas

Neste dia 4 de Agosto foi aprovado, na câmara de Campinas, o projeto Escola Sem Partido (ESP) do vereador tenente Santini (PSD). A votação contou com 24 votos favoráveis ao projeto e 5 contrários. O ESP volta para a câmara nesta semana para uma nova votação.

Muitos argumentos têm sido levantados por quem se coloca contra o ESP. Contudo dois pontos merecem destaque e se ausentam da maioria das falas das organizações de esquerda que criticam o projeto, são eles:

  1. As bases materiais nas quais se assenta o projeto: A crise econômica mundial do capitalismo de 2008 abriu espaço para o crescimento do reacionarismo, conservadorismo e de tendências fascistas que antes se davam ao trabalho de se esconder. No Brasil a crise chega alguns anos depois e se reflete principalmente sobre a veste de crise política. Os ataques aos proletários durante o governo PT, o golpe institucional, a ditadura civil implantada, as reformas anti-nacionais e anti-populares são os expoentes desta crise por aqui. A resposta dos oprimidos veio com força e no campo da educação teve seu ápice em 2015 com greves de professores em vários cantos do país e na sequência ocupações de escolas pelos estudantes em SP, GO, CE, RJ, RS, PR, entre outros estados. Desta forma é sobre essas bases materiais que o projeto Escola Sem Partido se assenta. Uma clara tentativa de calar a vanguarda que puxou e segue puxando estes movimentos dentro das escolas.
  2. A falácia da doutrinação de esquerda nas escolas públicas: O ESP superestima os discursos em sala de aula e se esquece que as bases materiais e concretas que formam os estudantes e professores criticamente são sentidas na pele dos oprimidos todos os dias, é a fome, a miséria, o salário risível, a violência nas periferias, a falta de emprego, a falta de perspectiva dos jovens, as mortes nas mãos da polícia, etc. São estas as condições concretas que formam os jovens e os impulsionam para a luta.

Desta forma devemos abandonar tentativas parlamentares de solução para o ESP. É na mobilização de rua, massiva e classista que varreremos este projeto de uma vez por todas. É com os métodos próprios da classe operária, greves, mobilizações e ação direta que podemos contar para barrar mais este retrocesso.

Abaixo o projeto escola sem partido!

Abaixo os ataques contra a educação!

Abaixo as reformas anti-nacionais e antipopulares!

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