A Boniteza do Céu

Nada desfaz o deslumbramento de alguém olhando em um telescópio. Existe um encantamento que a astronomia causa nas pessoas que não vemos muito em outras ciências, ao menos não em um número muito grande de pessoas.

Estamos no final do ano de 2009, ano que foi declarado como o ANO INTERNACIONAL DA ASTRONOMIA devido aos 400 anos das primeiras observações telescópicas feitas por Galileu Galilei. Qual era o propósito desse evento? Como foi falado muitas vezes ao longo do ano, a ideia era fazer a ligação das pessoas com o Cosmos, fazer com que elas percebessem que existe um Universo, imenso, para ser descoberto e que fazermos parte dele. Como diz o slogan, O Universo Para Você Descobrir. Isso foi feito.

Em todo o Brasil (e no resto do planeta) pessoas se juntaram para assistir uma palestra sobre o céu, foram ver uma exposição sobre o Universo ou rodearam um telescópio apontado para as estrelas. E o maravilhamento de uma pessoa nesse simples gesto, colocar o olho no telescópio, já vale por tudo. Ela está descobrindo um mundo novo.

De todos os “mundos novos” que podemos ver olhando por um telescópio, a Lua é um dos que mais chama a atenção das pessoas.

Créditos: Osvaldo de Souza

Alguém está olhando em um telescópio apontado para a lua, ele não está vendo a velha lua, ao menos não aquela de sempre, de todos os dias quase, aquela que ilumina os caminhos a noite, aquela que aparece a noite, aquela que aparece de dia, aquela que parece um “C”, aquela que é o “Sorriso do Gato”, aquela que na maioria das noites passou despercebida por nós, ele está vendo um mundo novo. Está vendo a Lua e suas crateras, seus vales e montanhas, seu cinza, a ausência de São Jorge, de atmosfera, de vida, de luz. Está vendo o que os olhos desarmados não podem ver, e é aí que reside a boniteza do simples gesto, ter a visão além do alcance.

Conseguiremos realizar a proposta do Ano Internacional da Astronomia, de fazer a ligação das pessoas com o Cosmos, quando conseguirmos mostrar que estamos dentro desse sistema, dessa obra de arte, esse quadro sem pintor que é o Universo. A Terra tem algo de muito especial, a Vida, mas em todo o resto é muito parecida com outros planetas pelo Universo.
Não existe “Nós e o Universo” existe sim, “Nós dentro do Universo”. Somos parte dele e, de alguma maneira, faremos parte dele enquanto ele durar.
Isso tudo para dizer pouco sobre os encantos que o céu nos dá. Conhecer minimamente suas faces é realizar o desejo de Tales de Mileto, o desejo do Oráculo de Delphos, conhecer minimamente o céu, é CONHECER A SI MESMO…

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